Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

domingo, 31 de outubro de 2010

Ademar Macedo (Mensagens Poéticas n.35)


Trova do Dia

Vejo em frente, ali na praça,
só lixo, trapos e panos;
e, para a minha desgraça,
no meio – seres humanos!
SELMA PATTI SPINELLI/SP

Trova Potiguar

Oi, querida, está na hora
de um "papo" sobre nós dois,
que é melhor brigar agora
do que separar depois.
TARCÍSIO FERNANDES/RN

Uma Trova Premiada

1988 > Inter Sedes/RJ
Tema > REI > 3º Lugar.

Paguei tanto pelo engano,
pelo mito que eu criei,
pois foste apenas tirano
e eu te escolhi por meu rei.
THEREZA COSTA VAL/MG

Uma Poesia livre

Humberto Del Maestro/ES
PRELÚDIOS

O poeta é flor.
Vive o momento exclusivo do beijo e do gozo,
a melodia da luz e o mel do desejo.
Depois, descansa sobre as asas do sonho
e acorda em brumas e perfumes
no regaço infinito das estrelas.

Uma Trova de Ademar

Para alcançar a pujança,
basta-me ter, sem fadigas,
a força e a perseverança
do trabalho das formigas!...
ADEMAR MACEDO/RN

...E Suas Trovas Ficaram

Bondade que tem desvãos
não salva. Nunca salvou.
Pilatos, lavando as mãos,
Bem mais sujas as tornou.
MARILITA POZZOLI/SP

Estrofe do Dia

Viajei os sete mares
E todos os continentes,
Compus mais de mil repentes,
Mandei todos pelos ares,
Tentei outro malabares
E cantei em desatino,
Mas me sinto pequenino
Se não estou ao teu lado,
Vejo o meu peito laçado
No mourão do teu destino.
PETRONILO FILHO/PR

Soneto do Dia

Maria Nascimento S. Carvalho/RJ
NUNCA MAIS

Não sei de onde é que vem tanta ansiedade
e essa angústia que me comprime o peito,
torturando, porque, na realidade,
nem de pensar em ti, tenho o direito.

E, como todo o ser mais que imperfeito,
que não doma os caprichos da vontade,
eu luto, mas sequer encontro um jeito
de me livrar das garras da saudade...

Bem sei que não entrei na tua vida,
e, mesmo tendo sido preterida,
meu amor floresceu, criou raiz...

Mas fui punida com severidade,
porque deixaste em mim tanta saudade
que nunca mais eu pude ser feliz!

Fonte:
Ademar Macedo

56a. Feira do Livro de Porto Alegre (Programação do Dia = Domingo: 31 de outubro)

(a programação do dia será postada diariamente na parte da manhã)
-----------
Hora: 11:00
Título do evento: Orquestra Jovem do Sesi
Local: Teatro Sancho Pança - Cais do Porto - Infantil e Juvenil

Hora: 14:00
Título do evento: O mistério da mesa arranhada
Local: Arena das Histórias - Cais do Porto - Infantil e Juvenil
Participantes: Andréa Ilha, Sylvia Roesch Contação da história com Andréa Ilha e bate-papo com a autora do livro, Sylvia Roesch Obra: Ó mistério da mesa arranhada

Hora: 14:00
Título do evento: A Grande Revolução - Agapasm reflexiona na Feira do Livro
Local: Casa do Pensamento - Cais do Porto - Infantil e Juvenil
Participantes: Sõnia Zanchetta Abertura com Sõnia Zanchetta

Hora: 14:00
Título do evento: Sessão de Autógrafos
Local: Largo da Escrita - Cais do Porto - Infantil e Juvenil
Sessão de Autógrafos - Projeto Aluno Escritor - Secretaria Municipal de Cultura de Alvorada

Hora: 14:10
Título do evento: A Grande Revolução - Agapasm reflexiona na Feira do Livro
Local: Casa do Pensamento - Cais do Porto - Infantil e Juvenil
Participantes: Ana Maria Machado da Costa Emprego e a pessoa com deficiência, palestra de Ana Maria Machado da Costa

Hora: 14:30
Título do evento: Tenda.doc
Local: Tenda de Pasárgada - Praça da Alfândega - Área Geral
Horário especial de exibição de documentários ligados ao mundo das letras

Hora: 14:40
Título do evento: A Grande Revolução - Agapasm reflexiona na Feira do Livro
Local: Casa do Pensamento - Cais do Porto - Infantil e Juvenil
Participantes: Elisete Oliveira Santos Baruel Educação, palestra com Eliste Oliveira Santos Baruel

Hora: 15:00
Local: Arena das Histórias - Cais do Porto - Sessões de Autógrafos
Participantes: Sylvia Roesch
Obra: Mistério da Mesa Arranhada Editora: Editora da Autora

Hora: 15:00
Obra: Lilica, o Rabugento e o Leão Banguela
Editora: Desatino
Local: Deck dos Autógrafos - Cais do Porto - Sessões de Autógrafos
Participantes: Felipe Greco

Hora: 15:00
Título do evento: Fazenda do Tchezito
Local: Ducha das Letras - Cais do Porto - Infantil e Juvenil
Participantes: Wison Tubino, Paulo Ferrari Bate-papo com Wison Tubino e Paulo Ferrari, autor e ilustrador do livro
Obra: Fazenda do Tchezito
Editora: Fábrica de Leitura

Hora: 15:00
Título do evento: Filhote de Cruz Credo
Local: Teatro Sancho Pança - Cais do Porto - Infantil e Juvenil
Direção: Bob Bahlis

Hora: 15:20
Título do evento: A Grande Revolução - Agapasm reflexiona na Feira
Local: Casa do Pensamento - Cais do Porto - Infantil e Juvenil
Participantes: Juliana Carvalho Sexualidade e a pessoa com deficiência, palestra de Juliana Carvalho

Hora: 15:30
Obra: Visões Críticas do Direito Contemporâneo
Editora: Palmarica e IMED
Local: Praça de Autógrafos - Praça da Alfândega - Sessões de Autógrafos
Participantes: Mauro Gaglietti, Claudia Tais Siqueira Cagliari

Hora: 15:30
Obra: Antologia Poética
Editora: VCS
Local: Praça de Autógrafos - Praça da Alfândega - Sessões de Autógrafos
Participantes: Oliveira Silveira

Hora: 15:30
Título do evento: Luna e a mala de histórias
Local: Arena das Histórias - Cais do Porto - Infantil e Juvenil
Contação de história com Danielle Fritzen

Hora: 15:50
Título do evento: A Grande Revolução - Agapasm reflexiona na Feira
Local: Casa do Pensamento - Cais do Porto - Infantil e Juvenil
Participantes: Luciano Bellini Saúde Ocular, palestra com Luciano P. Bellini

Hora: 16:00
Obra: Meu herói da PAZ
Editora: Panorama
Local: Arena das Histórias - Cais do Porto - Sessões de Autógrafos
Participantes: Danielle Fritzen

Hora: 16:00
Obra: Fazenda do Tchezito
Editora: Fábrica de Leitura
Local: Deck dos Autógrafos - Cais do Porto - Sessões de Autógrafos
Participantes: Paulo Roberto Ferrari, Wilson Tubino

Hora: 16:00
Local: Memorial do RS - Térreo - Sessões de Autógrafos
Participantes: Karla Saraiva (org.), Iolanda Montano dos Santos (org.)
Obra: Educação contemporânea & artes de governar
Editora: Editora da Ulbra

Hora: 16:00
Título do evento: Cultura, guerra e terror
Local: Sala dos Jacarandás - Memorial do RS - Área Geral
Participantes: Luiz Antônio Araújo, Sergio Tutikian, Jurandir Malerba Um debate sobre o Ocidente e Oriente, cultura e religião, guerra e terrorismo

Hora: 16:00
Título do evento: Contação: A mulher vestida de histórias
Local: Tenda de Pasárgada - Praça da Alfândega - Área Geral
Participantes: Luciane Panisson Ela veste uma saia imensa, cheia de memórias. Se ela convidá-lo a retirar um papelzinho de um dos seus bolsos, prepare-se: você vai viajar para algum lugar... Histórias baseadas na obra de Eduardo Galeano

Hora: 16:00
Título do evento: A água e o planeta
Local: Estande da Refap (Pórtico Central do Cais do Porto) - Infantil e Juvenil
Demonstração, em maquete de residência urbana, sobre a utilização racional de recursos hídricos Atividade para público infantil Promoção: Refap - patrocinador especial da Área Infantil e Juvenil da Feira

Hora: 16:20
Título do evento: A Grande Revolução - Agapasm reflexiona na Feira
Local: Casa do Pensamento - Cais do Porto - Infantil e Juvenil
Participantes: Rodrigo Rosso Espaço Reação, Revista Nacional de Reabilitação - Palestra com Rodrigo Rosso

Hora: 16:30
Obra: Os seios de Joana
Editora: Insular
Local: Praça de Autógrafos - Praça da Alfândega - Sessões de Autógrafos
Participantes: Jayme Camargo Piva

Hora: 16:30
Obra: Poemas de bolso para a vida inteira
Editora: Independente
Local: Praça de Autógrafos - Praça da Alfândega - Sessões de Autógrafos
Participantes: Paulo Henrique Francisco Franco
....................................................................................................
Hora: 16:30
Título do evento: Oficina "Con(ta)to com livros"
Local: Sala de Pesquisa - CCCEV - Área Geral
Participantes: Cláudia Zanatta, Camila Machado, Vânia Cristina Godoy, Cláudia Flores Produção de livros em cerâmica a partir da leitura e interpretação do conto O jornal e suas metamorfoses,de Julio Cortázar. Módulo 2/3

Hora: 16:30
Título do evento: In Extremis
Local: Sala O Retrato - CCCEV - Área Geral
Participantes: Jerônimo Jardim, Luiz Coronel Comentários de Luiz Coronel e Jerônimo Jardim sobre a novela In Extremis

Hora: 17:00
Local: Deck dos Autógrafos - Cais do Porto - Sessões de Autógrafos
Participantes: Maria Julia Souza Rucinski
Obra: Cinderela Moderninha
Editora: Grafine

Hora: 17:00
Obra: A Grande Revolução
Editora: Independente
Local: Casa do Pensamento - Cais do Porto - Sessões de Autógrafos
Participantes: Alex Garcia

Hora: 17:00
Obra: Concurso Literário da CORAG - Tecendo palavras, contruindo ideias
Editora: CORAG
Local: Largo da Escrita - Cais do Porto - Sessões de Autógrafos
Participantes: Keila Sannt'Anna da Silva (org.), Marcos Evangelista de Carvalho (org.)

Hora: 17:00
Título do evento: Sessão de Autógrafos
Local: Largo da Escrita - Cais do Porto - Infantil e Juvenil
Projeto Tecendo Palavras, Construindo Ideias - Instituto de Educação Paula Gama - Porto Alegre - Apoio Corag
Editora: Corag

Hora: 17:00
Título do evento: Jogos de inventar, cantar e dançar
Local: Teatro Sancho Pança - Cais do Porto - Infantil e Juvenil
Participantes: Grupo Bando de Brincantes Musical infantil com o grupo Bando de Brincantes

Hora: 17:00
Título do evento: O rapto da princesa
Local: QG dos Pitocos - Cais do Porto - Infantil e Juvenil
Participantes: Cia Crakety Teatro de bonecos com a Cia. Crakety

Hora: 17:30
Obra: A Raiz da Esperança
Editora: AGE
Local: Praça de Autógrafos - Praça da Alfândega - Sessões de Autógrafos
Participantes: Franklin Cunha

Hora: 17:30
Obra: Memórias Vivas de Leo Petersen Fett
Editora: Suliani Letra&Vida
Local: Praça de Autógrafos - Praça da Alfândega - Sessões de Autógrafos
Participantes: Leo Petersen Fett

Hora: 17:30
Obra: Roda da vida como caminho para a lucidez
Editora: Peirópolis
Local: Praça de Autógrafos - Praça da Alfândega - Sessões de Autógrafos
Participantes: Lama Padma Samtem

Hora: 18:00
Obra: Bando de Brincantes em Jogos de Inventar, cantar e dançar
Editora: Libretos
Local: Teatro Sancho Pança - Cais do Porto - Sessões de Autógrafos
Participantes: Viviane Juguero, Monika Papescu

Hora: 18:00
Obra: Câncer: vidas Ressignificadas
Editora: Editora Alcance
Local: Memorial do RS - Térreo - Sessões de Autógrafos
Participantes: Carla Mannino (org.), Sandra Rodrigues (org.), Shayara N. Torres

Hora: 18:00
Título do evento: Padaria Espiritual: Adoniran, letra ou crônica? - Cardápio: Marô Barbieri e Adão Pinheiro
Local: Tenda de Pasárgada - Praça da Alfândega - Área Geral

Em homenagem à original Padaria Espiritual - movimento intelectual brasileiro (Ceará, 1892/1898) - conclamamos escritores, leitores e afins a alimentar com pão de espírito os sócios e os povos em geral, em programações que tem o livro e a leitura como mote central

Hora: 18:00
Título do evento: Cultura gaúcha em movimento
Local: Sala dos Jacarandás - Memorial do RS - Área Geral
Participantes: Paixão Côrtes, Alcy Cheuiche, Ivo Benfatto, Luís Augusto Fischer Em pauta, a cultura do Rio Grande do Sul

Hora: 18:00
Título do evento: Concerto com Jue Wang
Local: Santander Cultural - Área Geral

Hora: 18:30
Obra: Outras Vidas
Editora: VCS
Local: Praça de Autógrafos - Praça da Alfândega - Sessões de Autógrafos
Participantes: Vladimir Santos

Hora: 18:30
Obra: In Extremis - Na alça de mira
Editora: Editora Alcance
Local: Praça de Autógrafos - Praça da Alfândega - Sessões de Autógrafos
Participantes: Jerônimo Jardim

Hora: 18:30
Título do evento: Como se perder em Barcelona e encontrar os melhores locais?
Local: Sala O Retrato - CCCEV - Área Geral
Participantes: Marcos Eizerik Debate com o autor do livro

Hora: 18:30
Título do evento: Oficina "Tradução Literária: um mal necessário"
Local: Biblioteca - CCCEV - Área Geral
Participantes: Ernani Ssó Como dizia Borges, os livros intraduzíveis não tem importância. Módulo 2/3

Hora: 18:30
Título do evento: O óbvio que ignoramos: quando o senso comum não é prática comum
Local: Sala Oeste - Santander Cultural - Área Geral
Participantes: Jacob Pétry Como identificar e capitalizar nossos pontos fortes e mudar a nossa vida

Hora: 19:00
Título do evento: Sarau Elétrico
Local: Teatro Sancho Pança - Cais do Porto - Infantil e Juvenil
Participantes: Kátia Suman , Cláudio Moreno, Cláudia Tajes , Luis Augusto Fischer Sarau com Katia Suman, Cláudio Moreno, Luiz Augusto Fischer e Cláudia Tajes

Hora: 19:00
Título do evento: Eu, aos pedaços - Bate papo sobre obras de Carlos Heitor Cony
Local: Auditório Barbosa Lessa - CCCEV - Área geral
Sérgius Gonzaga faz leituras das crônicas de Carlos Heitor Cony e comenta a obra do autor. Logo após, apresentação de um documentário realizado pela TV Cultura sobre Cony.

Hora: 19:00
Título do evento: Ciclo Fahrenheit 451: Tatata Pimentel é o gênero Ficção Científica
Local: Sala Leste - Santander Cultural - Área Geral
Participantes: Tatata Pimentel Inspirado em Fahrenheit 451, do mestre da ficção científica Ray Bradbury, o ciclo lembra a história em que, num futuro totalitário, os livros seriam proibidos e queimados. Graças a uma comunidade de homens-livros, publicações são decoradas e retransmitidas.

Hora: 19:00
Título do evento: Cine Santander Cultural
Local: Cine Santander Cultural - Área Geral
Grandes Clássicos da Ficção Científica: Alien, de Ridley Scott

Hora: 19:30
Obra: Trovas e Canções
Editora: Independente
Local: Praça de Autógrafos - Praça da Alfândega - Sessões de Autógrafos
Participantes: Romeu Andreazza

Hora: 20:30
Obra: Vamos caçar um corrupto
Editora: Cidadela
Local: Praça de Autógrafos - Praça da Alfândega - Sessões de Autógrafos
Participantes: João Ricardo Cordenusi

Hora: 20:30
Obra: Barcelona: Um Ano com 365 Dias
Editora: AGE
Local: Praça de Autógrafos - Praça da Alfândega - Sessões de Autógrafos
Participantes: Marcos Eizerik

Hora: 20:30
Título do evento: Cordão da Saideira: Signos
Local: Tenda de Pasárgada - Praça da Alfândega - Área Geral
Poemas de Sergio Napp recebem música e são apresentados na voz de Luciah Helena e do pianista Luiz Mauro Filho

Fonte:
http://www.feiradolivro-poa.com.br/feira.php

56a. Feira do Livro de Porto Alegre


No centro da Praça da Alfândega, desde 1933, existe um monumento ao General Osório. Este monumento traz a seguinte declaração: "a data mais feliz da minha vida seria aquela em que me dessem a notícia de que os povos civilizados festejavam a sua confraternização queimando seus arsenais". Todo ano, a cada Feira do Livro, Porto Alegre dá um exemplo de confraternização: pessoas de todos os cantos tomam conta da Praça. General Osório, assim, fica muito bem acompanhado. Os arsenais do mundo ainda não foram queimados, mas a Feira é uma prova de da confraternização dos povos civilizados." -Celsto Chittolina, Feira 50 Anos Impresul

A Feira do Livro de Porto Alegre é uma das mais antigas do País. Sua primeira edição ocorreu em 1955 e seu idealizador foi o jornalista Say Marques, diretor-secretário do Diário de Notícias. Inspirado por uma feira que visitara na Cinelândia no Rio de Janeiro, Marques convenceu livreiros e editores da cidade a participarem do evento.

O objetivo era popularizar o livro, movimentando o mercado e oferecendo descontos atrativos. Na época, as livrarias eram consideradas elitistas. Por esse motivo, o lema dos fundadores da primeira Feira do Livro foi: Se o povo não vem à livraria, vamos levar a livraria ao povo.

A Praça da Alfândega era um local muito movimentado na Porto Alegre dos anos 50 e de 400 mil habitantes. E, no dia 16 de novembro de 1955, era inaugurada a 1ª Feira do Livro, com 14 barracas de madeira instaladas em torno do monumento ao General Osório.

Na segunda edição do evento, iniciaram as sessões de autógrafos. Na terceira, passaram a ser vendidas coleções pelo sistema de crediário. Nos anos 70, a Feira assumiu o status de evento popular, com o início da programação cultural. A partir de 1980, foi admitida a venda de livros usados.

Foi nos anos 90 que a Feira ampliou-se, obrigando aos seus visitantes algumas voltas a mais, com um número maior de barracas e usos de novos espaços, incorporando a suas atividades encontros com autores, além dos tradicionais autógrafos. Em 94, algumas alamedas ganham coberturas, pois é histórica a relação da Feira com a chuva. No ano seguinte, 95, passa por uma processo de profissionalização, buscando o apoio decisivo das Leis de incentivo à Cultura e, também, criando um espaço para os novos leitores, crianças, jovens e adultos em fase de alfabetização. A Feira acoompanha a transformação e internacionalização da cidade de Porto Alegre, que passa a receber grandes festivais e exposições (como o Porto Alegre em Cena e a Bienal do Mercosul).

No inicio dos anos 2000, a partir de conquistas na área do patrimônio e criação de novos centros culturais no entorno da Praça da Alfêndega (como o Santander Cultural, o Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, além dos já existentes Margs e Memorial do RS), a programação cultural da Feira do Livro cresce em número de autores participantes e público visitante.

Patronos

A Feira do Livro de Porto Alegre adotou a tradição de eleger um patrono na 11ª edição, escolhendo o jornalista, político e escritor Alcides Maya. Os patronos eram eleitos entre escritores e livreiros significativos para o mercado editorial gaúcho e já falecidos. Entre os anos de 1965 e 1983, foram homenageados 13 escritores gaúchos, um jornalista, três livreiros e dois escritores estrangeiros.

Em 1984, a 30ª edição inicia uma nova fase. O patrono Maurício Rosenblatt, um dos fundadores e grande incentivador da Feira, é o primeiro homenageado em vida. A partir desse ano, os patronos passaram a ser escritores gaúchos ou radicados no Estado em atividade.

Na 40ª edição, a Câmara do Livro fez uma homenagem a outros fundadores do evento. Foram escolhidos como patronos Nelson Boeck, Edgardo Xavier, Mário de Almeida e Sétimo Luizelli.

Estados e países

A partir de 1997, a Feira do Livro homenageia um estado do Brasil e um país do mundo por edição.

Fonte:
http://www.feiradolivro-poa.com.br/feira.php

sábado, 30 de outubro de 2010

Trova 183 - Dinair Leite, de Paranavaí Saúda Campo Largo

Antonio Manoel Abreu Sardenberg (Projeto 4 em 1) numero 3


Antonio Manoel Abreu Sardenberg (São Fidélis)
ALUCINAÇÃO

Tentei em vão suavizar a vida,
Tornar mais leve o fardo tão pesado,
Fazer da volta o ponto de partida,
Buscar na ida o amor tão cobiçado!

Eu quis fazer da pauta a partitura
De um canto leve, doce e tão suave,
Cantar a vida com toda a ternura,
Voar em sonhos como uma ave!

Eu quis da luz o raio de esperança
Mas, por castigo, só me veio a treva.
Não me atrevo e guardo na lembrança
O que a serpente aprontou pra Eva...

E desse jeito fico aqui quietinho,
No meu cantinho, bem acompanhado,
Pois não será por falta de carinho
Que comerei a fruta do pecado!

Antônio Roberto Fernandes (São Fidélis)
LADAINHA

Olhai pra mim, mulher da minha vida!
Senhora dos meus sonhos, me escutai!
Minh' alma já não sabe aonde vai,
neste vale de lágrimas perdida.

Com a luz de vossos olhos me mostrai
um caminho, uma chance, uma saída,
Senhora finalmente aparecida,
meus negros horizontes clareai.

Não tenho vocação para o martírio,
perdão se é heresia o meu delírio
mas nestes lábios que têm fogo e mel.

Arrebatai-me agora, ao gozo eterno
para que eu - que já conheço o inferno -
possa, convosco, conhecer o céu!....

Guilherme de Almeida (São Paulo)
NÓS

Quando as folhas caírem nos caminhos,
ao sentimentalismo do sol poente,
nós dois iremos vagarosamente,
de braços dados, como dois velhinhos...

E que dirá de nós toda essa gente,
quando passarmos mudos e juntinhos?
---" Como se amaram esses coitadinhos!
Como ela vai, como ele vai contente!"

E por onde eu passar e tu passares,
hão de seguir-nos todos os olhares
e debruçar-se as flores nos barrancos...

E por nós, na tristeza do sol posto,
hão de falar as rugas do meu rosto...
Hão de falar os teus cabelos brancos...

TROVAS

Saltando apenas num pé,
negrinho, maroto e arteiro,
o saci, nada mais é,
que o capeta brasileiro...
CAROLINA RAMOS/SP

Que falta me faz, Senhor,
um anjo de intenso brilho...
que foi exemplo de amor
e me chamava de filho!
JOÃO FREIRE FILHO/RJ

Sentimos tanta alegria
quando estamos abraçados,
que, para nós, qualquer dia
é Dia dos Namorados!
DIVENEI BOSELI/SP

Vou definir a saudade
em claro e bom português:
- A Saudade é uma vontade
de viver tudo outra vez!
ANA CECÍLIA FERRI SOARES/SP

Fonte:
Antonio Manoel Abreu Sardenberg

Dinair Leite (Saudação à Nova Delegacia de Campo Largo)


Campo Largo com amor
a Trova oferta morada...
Parabéns de um trovador
a Miguel Angel Almada!

Em Campo Largo surgiu
a rosa vermelha em flor!
Majestosa ela se abriu
perfumando o trovador!

A rosa alegre e formosa
faz em Campo Largo altares,
para sua egrégia rosa
desabrochar seus cantares!

Bem-vindo! Um cortês abraço
a Miguel Angel Almada!
Campo Largo cede espaço
e a Trova segue a jornada.

Fontes:
Dinair Leite
Imagem da Igreja Matriz de Nossa Senhora da Piedade, foto de J. R. Martins

Miguel Angel Almada (Delegado Municipal da União Brasileira dos Trovadores, em Campo Largo/PR)


O poeta e trovador Miguel Angel Almada, foi nomeado para o cargo de Delegado Municipal da UBT em Campo Largo - PR, município com aproximadamente 120.000 mil habitantes. Situado a sudeste do estado paranaense, pertence à Região Metropolitana de Curitiba, estando a uma distância de 30 km da capital. Além disso o município se comunica por um bom sistema rodoviário. A cidade, fundada em 1870 é conhecida como a "Capital da Louça" devida à expressiva produção e exportação desse material. É sede de importantes empresas como a Incepa, Porcelana Schmidt, Germer, Lorenzetti cujos produtos são conhecidos internacionalmente. O município sedia, também, uma das fontes de água mineral mais conhecidas do País, a Ouro Fino. A cultura de Campo Largo é um conjunto de manifestações artístico-culturais, religiosas e desportivas relativas à sociedade campo-larguense.

Miguel Angel Almada, nasceu na Argentina. É filho e neto de Oficiais Superiores das Forças Armadas e escreve, fundamentalmente, poemas, prosas, ensaios, trovas e alguns contos, desde os 12 anos de idade.

Cursou o ensino médio, em diferentes Províncias de Argentina, em razão de seu pai ser transferido a cada três ou quatro anos para diferentes Comandos. Cursou o ensino médio no Colégio Nacional de Buenos Aires e graduou-se em Bacharelato em Ciências, com especialização em Historia. Também, na Universidade de Buenos Aires formou-se na Faculdade de Economia. E, na faculdade de Filosofia y Letras proferiu aulas de Historia Argentina. Trabalhou no Banco Intercâmbio Regional (Gerencia Exterior); Banco de Entre Rios (Gerencia Exterior); Cardio Roma Sociedade Anónima. (Vice Presidência); Dia - Veal Sociedade Anónima (Gerencia Financiera).

Há quatro anos, Miguel e sua esposa radicaram-se em Campo Largo e, hoje, ele faz parte do Centro de Letras de Campo Largo, o qual é Sócio Fundador nº 17 e Conselheiro Fiscal, é membro da Academia Paranaense de Poesia, da União Brasileira de Trovadores Seção de Curitiba e faz parte da Oficina Permanente de Literatura. Por sua inspiração e talento Miguel possui o poema "Romance de Homens Valentes" em exposição permanente no Museu Histórico de Campo Largo, em homenagem ao Tte. Mario Camargo e aos Pracinhas que lutaram valentemente na II Guerra Mundial.

Campo Largo tem história ! ...
Em caminhos de tropeiros,
caminhos que abriram glória
e foram os verdadeiros !!

Velhos tropeiros passaram
e a vila virou cidade,
aqueles tempos deixaram
gosto bom da Liberdade !!...

O povo fez a Capela,
hoje, Igreja da Piedade !
Também, nasceu junto a ela,
uma bela Cristandade !!

Fonte:
Vânia Ennes

Roberto Pinheiro Acruche (Tempestade)


Você chegou a minha vida
tal qual uma tempestade...
Foi uma grande ventania
que me arrostou,
arrasando tudo que podia.
Abalou meu coração,
desfez meu compromisso
e além disso
arrancou de mim a razão.
Você passou por mim
com a pressa e a velocidade de um tufão!
Derrocou a minha vida,
modificou o meu rumo
levando-me a inflexível adversidade...
Deixando-me o martírio do infortúnio,
a solidão, naufragando no mar da saudade.

Fonte:
O Autor

Roberto Pinheiro Acruche (Lançamento de Trovas & Poemas n.21 – Novembro de 2010)


Faça o download AQUI.

Pra falar sozinho, a esmo,
o louco quis inovar,
telefonando a si mesmo
do orelhão pro celular!...
Sérgio Bernardo-RJ

Meu coração, tem cuidado...
embora ilusões recolhas,
és como o arbusto cansado
que se despede das folhas...
Carolina Ramos – Santos-SP

Quem só vive de aparência
maquilando o que é real,
é vidro na sua essência...
bem longe de ser cristal.
Francisco José Pessoa-CE

As pessoas nunca morrem,
simplesmente elas encantam...
vivem sempre e nos socorrem

com as obras que aqui plantam!
Nei Garcez-PR

Para mim era uma ofensa
se acaso erguias a voz,
mas foi tua indiferença
que ergueu um muro entre nós.
Tereza Costa Val – MG

A moça perdeu o rumo
quando o namoro esquentou...
E atrás da moita de fumo
quase que a cobra fumou...
Maria Nasc. Santos Carvalho-RJ

Com dose medicinal
e um equilíbrio perfeito,
não há carinho anormal
e nenhum homem sem jeito!
Marilene Bueno– RS

Estas trovas, e muito outras, além de poemas, você pode fazer o download aqui do impresso Trovas e Poemas n.21, de Roberto Pinheiro Acruche.

Fonte:
R. P. Acruche

Antonio Brás Constante (Até o Fim pelas Chamas)

Fotografia: Marcelo Barroso
Natanael era o poderia se chamar de pessoa obstinada. Quando resolvia que faria algo, nada nem ninguém conseguiam fazê-lo mudar de idéia. Ele tinha duas metas naquela tarde, uma delas era entrar no prédio mais alto da cidade, com seus vinte e oito andares.

Foi com grande surpresa que ao chegar próximo ao local onde se localizava o prédio, percebeu a grande movimentação de pessoas que corriam e gritavam. Soubera ali que o edifício estava em chamas. Qualquer outra pessoa teria mudado os planos, mas não Natanael, que seguiu em frente disposto a tudo para cumprir seus objetivos.

Em meio a todo aquele tumulto não foi difícil se aproximar do edifício, passar pelos guardas e começar a subir pelas escadarias. A fumaça era densa e sufocante. Gritos de desespero ecoavam de todos os lados. Um verdadeiro inferno em terra. Já nos primeiros andares orientou algumas pessoas sobre os locais de saída ajudando-as a descer até o primeiro andar.

Voltou a subir. Ao chegar ao oitavo andar ouviu um pedido de socorro. Duas crianças estavam presas no meio do fogo. Natanael pulou através das chamas, queimando-se um pouco, agarrou os dois pequenos no colo, cobriu-os com um pano molhado, improvisado de uma cortina, e voltou a atravessar o fogo.

O calor queimando-lhe a carne. A fumaça entorpecendo seus sentidos e ferindo seus pulmões. Conseguiu atravessar o corredor de labaredas e voltar às escadas, descendo com as crianças até o terceiro andar, e ao perceber a aproximação dos bombeiros largou-as ali e continuou a sua jornada para cima.

Estava chegando ao décimo nono andar quando escutou um barulho estranho vindo dali. Os andares de baixo já estavam tomados pelas chamas, que subiam em sua direção, cada vez mais rápido. Andou pelos corredores escuros, até identificar a origem do barulho. Era um apartamento com dois gatos que miavam apavorados. Junto a eles uma senhora encontrava-se desmaiada, caída próxima a cama.

Voltando ao corredor, viu uma mangueira de incêndio. Amarrou-a na velha senhora, junto com seus gatos presos em um lençol. Começou a descê-los lentamente, por uma das paredes sobre a qual o fogo ainda não estava aparecendo.

Os policiais e bombeiros esticaram uma escada e conseguiram resgatar a mulher e seus bichanos. Mas não viram mais o rapaz na janela. A escada não subia até o andar onde ele se encontrava. Mas afinal quem era aquele homem?

Natanael continuou subindo, passando pelos andares que faltavam. Pensando no que fizera. Ninguém deveria morrer ali. “Não era o destino deles”, ele pensava. Aquelas pessoas não queriam morrer e por isto ele as salvou.

Por fim conseguiu chegar ao alto do prédio. A fumaça subia aos céus em colunas gigantescas e disformes. As chamas logo abaixo dele começavam a comprometer a estrutura do edifício. Ele se aproximou do parapeito e ficou ali por alguns momentos, olhando o céu azul manchado de fuligem. Os sons de sirenes e pessoas muito abaixo, parecendo apenas sussurros.

Seu corpo estava leve. Conseguira cumprir a primeira etapa de seus propósitos. Sentia-se como se estivesse no topo do mundo. A cidade inteira aos seus pés. Abriu os braços como um pássaro e saltou para morte. Um anjo com a missão de executar seu próprio fim. No bolso da calça as suas justificativas para o ato. E no coração das pessoas por ele socorridas, o eterno agradecimento para com aquele estranho suicida, que deu sua vida para salvá-las.

Fonte:
O Autor

Ademar Macedo (Mensagens Poéticas n.34)


Trova do Dia

Deu trambique sim senhor!
Não negue que estou sabendo...
– Responde o Salim: "Doutor,
eu nunca dei nada... Eu vendo!"
JOSÉ TAVARES DE LIMA/MG

Trova Potiguar

Pescaria só tem graça,
Se, lá na ponta do anzol,
vem um litro de cachaça,
limão e carne-de-sol.
FRANCISCO MACEDO/RN

Uma Trova Premiada

1994 > Nova Friburgo/RJ
Tema > “LIVRE” > 3º Lugar

Por um engano semântico
deu mancada o Seu Manoel,
que pensou que “transatlântico”
fosse um navio-bordel!
Arlindo Tadeu Hagen/MG

Uma Trova de Ademar

Por ter a “língua de trapo”,
disse ao ser mandado embora:
– É moleza engolir sapo;
o duro é botar pra fora!
ADEMAR MACEDO/RN

...E Suas Trovas Ficaram

Aquela velha coroca
de discrição sempre à míngua
fez tanta, tanta fofoca
que deu nó cego na língua.
ROMEU GONÇALVES/RJ

Estrofe do Dia

É comum encontrar homem casado
que só vive implorando a viuvez,
quando perde a mulher não passa um mês
sem ficar novamente apaixonado;
antes mesmo do luto ter passado
vai a tudo que é baile namorar,
compra nova mobília e monta o lar
e na igreja faz novo juramento,
todo mundo acha ruim o casamento
mas ninguém quer morrer sem se casar!
PALMEIRAS GUIMARÃES/PE

Soneto do Dia

PEDRO ORNELLAS/SP
OPERAÇÃO

Indo ao mecânico o cirurgião
para buscar o carro consertado
foi de maneira rude contestado
pelo profissional que disse então:

“Abro o motor do carro avariado
e troco a válvula com precisão
tal qual faz o senhor na operação,
e fecho a tampa com igual cuidado.

Por que ganha bem mais pela função
de abrir e consertar, igual serviço,
seja motor ou seja coração?”

O cirurgião sorri de um jeito brando
e diz apenas: “Tente fazer isso
com o motor do carro funcionando!”

Fonte:
Ademar Macedo

Folclore Brasileiro (Lenda do Uirapuru)



Dizem que no Sul do Brasil, havia uma tribo de índios, cujo cacique era amado por duas moças muito bonitas.

Não sabendo qual escolher, o jovem cacique prometeu casar-se com aquela que tivesse melhor pontaria.

Aceita a prova, as duas índias atiraram as flechas, mas só uma acertou o alvo. Essa casou-se com o chefe da tribo.

A outra, chamada Oribici, chorou tanto que suas lágrimas formaram uma fonte e um córrego.

Pediu ela a Tupã que a transformasse num passarinho para poder visitar o cacique sem ser reconhecida.

Tupã fez a sua vontade. Mas verificando que o cacique amava a sua esposa, Oribici resolveu abandonar aqueles lugares.

E voou para o Norte do Brasil, indo parar nas matas da Amazônia

Para consola-lá, Tupã deu-lhe um canto melodioso. Assim canta para esquecer as suas mágoas, e os outros pássaros quando encontram o uirapuru, ficam calados para ouvir as suas notas maravilhosas.

Por causa de seu canto belo, chamam de professor de canto dos pássaros

O uirapuru (Leucolepis arada) é o cantor das florestas amazônicas. Tem um canto tão lindo, tão melodioso que os outros pássaros ficam quietos e silenciosos, só para ouvi-lo.

Todavia este canto somente pode ser ouvido 15 dias por ano, na época em que constrói o seu ninho.

Não bastasse isto, ele canta somente ao amanhecer, por 5 ou 10 minutos.

Neste pássaro o real e o lendário se confundem, dizem que ele não repete frases musicais.

Por todas estas qualidades os indígenas e sertanejos acham que ele é um pássaro sobrenatural.

Na verdade o seu nome quer dizer: "pássaro que não é pássaro".

Depois de morto o seu corpo é considerado um talismã que dá felicidade a quem o possui.

Para os tupis o uirapuru é um deus que toma a forma de pássaro e anda sempre rodeado de outros, a ele atribuem a virtude de conduzir um refluir de pessoas à casa de quem possui um deles .

O maestro Heitor Villa-Lobos compôs em 1917 o poema sinfônico "Uirapuru", baseado em material do folclore coletado em viagens pelo interior do Brasil. Na lenda que inspirou a obra, o pássaro encantado - "rei do amor" - é flechado no coração por uma moça embevecida com a suave canção e transforma-se em um garboso jovem.

CARACTERÍSTICA FÍSICA: Tem bico forte, pés grandes e, às vezes, nos lados da cabeça, um desenho branco.

COMPRIMENTO: 12,5 cm.

CANTO: Com um canto longo e melodioso, sua "intenção" é outra: a atração para acasalamento. Esses cantos duram de dez a quinze minutos ao amanhecer e ao anoitecer, na época de construção do ninho. Durante o ano todo, o uirapuru canta apenas cerca de quinze dias. O canto do uirapuru ecoa na mata virgem. O som, puro e delicado como o de uma flauta, parece ter saído de uma entidade divina. Os caboclos mateiros dizem com grande convicção que, quando canta o uirapuru, a floresta silencia. Como se todos os cantores parassem para reverenciar o mestre.

Fonte:
http://www.uirapurumidis.hpgvip.ig.com.br/lenda_do_uirapuru.htm

Ernane Gusmão (Uirapuru)


Voa,voa,passarinha
vai dizer ao meu amor
que ela ainda vai ser minha
com ternura e com fervor.

pra melhor a conheceres
vou te dar os traços seus
tem os olhos os mais lindos
os mais belos,deu-lhos Deus.

Seu cabelo é aloirado
os seus lábios um primor
sua pele é rosada
ela é bela como a flor.

28.10.2010
Bahia
–––––––-
Sobre o autor: http://singrandohorizontes.blogspot.com/2010/06/ernane-gusmao-1941.html

Fonte:
Efigênia Coutinho

Efigênia Coutinho (Canto do Uirapuru)


Ó pássaro de belo canto!
Pousa leve e dá teu recado.
Trazes pra mim o encanto
Dos beijos de meu amado?

Uirapuru do canto belo,
Quero ouvir o teu cantar.
Nele escuto o sonho que velo
De meu amor encontrar.

Uirapuru volta e pra ele diz
Que recebi o seu recado.
Que ele deixou muito feliz
Meu coração enamorado.

Mando-lhe festivos beijos
Para os seus lábios afagar.
Vão assim cheios de desejos,
De poder lhe enamorar!...

Balneário Camboriú
Outubro 2010

Sobre a autora
http://singrandohorizontes.blogspot.com/2010/08/efigenia-coutinho.html

Fonte:
Efigenia Coutinho

Rodrigo Petronio (Oficina de Escrita Criativa, em São Paulo)



Professor Rodrigo Petronio

Duração 5 encontros

Dias 3, 10, 17, 24 de novembro e 01 de dezembro - quarta-feira, das 18h30 as 20h30

Local Fundação Ema Klabin - Rua Portugal 43, Jardim Europa

Valor R$ 150,00 na inscrição + uma parcela de R$ 170,00

O objetivo da Oficina de Escrita Criativa é desenvolver alguns procedimentos técnicos ligados à escrita literária em ficção, poesia e não-ficção, sobretudo nas áreas de poesia, ensaio e conto. Como se sabe, a literatura tem um amplo arsenal de recursos dos quais os escritores se valem para produzir os efeitos desejados.

Mesmo na literatura contemporânea, na qual há uma flutuação muito grande de estilos, propostas, padrões e normas, é possível chegar a alguns critérios objetivos, que nos levam a compor um texto de maior ou menor qualidade literária. O objetivo do curso é justamente dar instrumentos teóricos e práticos para aqueles que se interessam por literatura e desejam refinar as técnicas de escrita.

Aula 1:
Conceitos fundamentais de poesia, poeta, poema e poética. Distinção entre esses vários termos à luz de alguns poemas. Distinção de gêneros. Limites entre poesia e prosa. Prosa poética e poema em prosa. As três unidades fundamentais da poesia: imagem, música, conceito. Coisas a serem evitadas: clichês, redundâncias, cacofonias, lugares-comuns, inverossimilhança, ludismo, conteudismo, expressão de sentimentos, entre outras. Produção de texto a partir de temas sugeridos.

Aula 2:
O reino da imagem. A importância da imagem na literatura. Analogia x Ironia: os dois signos da modernidade. Os usos da imagem. Teoria das correspondências. A imagem poética: definição. Leitura de escritores da imagem. Escrita de textos utilizando imagens.

Aula 3:
A música acima de tudo. A importância da música na poesia. Música e prosódia: entre o canto e a fala. A teoria das sugestões e a musicalidade. Distinções entre ritmo e metro. Polirritmia e verso livre. O ritmo na prosa. Ensaio: a cadência do pensamento. Leitura de escritores que exploram as possibilidades do ritmo seja na prosa ou na poesia. Escrita de poemas utilizando ritmo e música.

Aula 4:
Literatura e pensamento: a beleza pensada. A importância do conceito na poesia. Poesia e filosofia. A doutrina do conceito engenhoso. Distinções entre conceito poético-literário e conceito intelectual. Leitura de poetas do pensamento. Escrita de poemas utilizando recursos do conceito.

Aula 5:
Leitura crítica da produção final dos textos dos participantes. Fechamento de principais ideias levantadas ao longo do curso sobre as técnicas que podem ser usadas na escrita. Coletânea dos textos produzidos e leitura final como preparativo de um pequeno livro dos participantes.
–––––––––––––––-

Rodrigo Petronio é editor, escritor e professor. Formado em Letras Clássicas e Vernáculas pela USP. Professor e cofundador do curso de Criação Literária da Academia Internacional de Cinema (AIC), professor-coordenador do Centro de Estudos Cavalo Azul, fundado pela poeta Dora Ferreira da Silva, e coordenador de grupos de leitura do Instituto Fernand Braudel. É membro do Nemes (Núcleo de Estudos de Mística e Santidade) da PUC-SP. Autor dos livros: História Natural, Transversal do Tempo, Assinatura do Sol, Pedra de Luz e Venho de um País Selvagem, entre outros.

Fonte:
Projeto Cultura

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

José Faria Nunes (Solenidade de Posse da ALB/Goiás e Academia de Letras do Brasil/ Mato Grosso do Sul, hoje as 19h30)




A Academia de Letras do Brasil-ALB instala-se em Goiás dia 29 de outubro de 2010, com a participação de mais de 50 escritores da capital, Goiânia, e representantes das cidades de Anápolis, Cachoeira Alta, Caçu (sede), Ipameri, Itarumã, Jataí, Mineiros, Paranaiguara, Porangatu, Quirinópolis, Rio Verde, Santa Cruz de Goiás e Santo Antônio de Goiás.

A solenidade, que terá lugar no Centro Cultural Rozenda Cândida Guimarães, a partir das 19 horas, será presidida pelo presidente nacional da ALB, professor doutor PhD Mário Carabajal. A solenidade contará com presenças de escritores e poetas de diversos Estados do Brasil, da França, Suécia, Chile e Colômbia, entre eles dirigentes de entidades literárias nacionais e do exterior, além de autoridades dos Poderes Executivo, Legislativo, Judiciário, de entidades de classe, religiosas, empresariais e de instituições não governamentais, entre outras.

ALB/Mato Grosso do Sul

Além da instalação da ALB/Goiás, diplomação e posse de acadêmicos goianos, na oportunidade será formalizada também a criação da ALB/MS-Academia de Letras de Mato Grosso do Sul, com a posse de sua Presidente Executiva, poeta Nena Sarti e os poetasReginaldo Sans e Vanda Ferreira.

Os imortais de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, foram indicados pelo presidente executivo da ALB/Goiás, imortal José Faria Nunes. Os três acadêmicos da “Cidade Morena” são também membros da Associação Internacional de Poetas Del Mundo, que está promovendo, por meio do seu Consulado de Goiás, o I Encontro Nacional de Poetas Del Mundo do Brasil, de 28 a 31 de outubro, na cidade de Caçu.

Os presidentes Mundial e Internacional dos Poetas Del Mundo, Luiz Arias Manzo e Delasnieve Daspet, estarão presentes na solenidade daALB/Goiás em Caçu. Os dois foram homenageados recentemente no Rio deJaneiro pelo presidente Nacional da ALB com o título de PH.I -Doutores em Philosofia Univérsica” – Ph.I. Filósofo Imortal “HonorisCausa”. Arias Manzo foi homenageado também pelo presidente prof. dr.Mario Carabajal com a cadeira honorifica nº 3 da ALB, e a Presidente Executiva Delasnieve Daspet, com a cadeira honorifica nº 4.

Escritores da ALB/GO a serem diplomados e empossados

Dos 59 poetas e escritores habilitados para a ALB/Goiás nem todos vão tomar posse em Caçu. Alguns, por motivos de saúde ou compromissos anteriormente assumidos, outros por questões de trabalho, a exemplo do escritor e poeta Ney Teles de Paula, desembargador presidente do TRE de Goiás, responsável pela presidência do pleito eleitoral em Goiás.

Na solenidade serão também empossados outros membros de direção da ALB/Goiás, seu Conselho Superior e alguns presidentes de ALBMs-Academias de Letras do Brasil Municipais. Além dos Acadêmicos goianos, segundo os estatutos da ALB, poderão também ser diplomados eempossados, na ocasião, acadêmicos de outros Estados que já estejam devidamente habilitados para diplomação e posse e requeiram a efetivação desse direito até 15 dias antes da solenidade, ou seja, até o dia 14 de outubro. Há informação de que um escritor do Pará já manifestou interesse em ser diplomado e empossado na solenidade de Caçu.

A seguir, relação completa dos escritores titulares de cadeiras vitalícias da ALB/Goiás, das 14 cidades já presentes na história da ALB em Goiás, por ordem alfabética de cidades, acadêmicos e respectivas cadeiras. Para concluir, a relação dos imortais da ALB/MS, com suas respectivas cadeiras.

I – ANÁPOLIS:
1 - Ridamar Batista (já empossada em Brasília)
2 - Paulo Nunes Batista

II - CACHOEIRA ALTA:
1 - Terezinha Moreira Alves

III – CAÇU:
1 – José Faria Nunes
2 - Dauro Divino Guimarães
3 – Eliene Aparecida Ferreira
4 - Elvis Souza Nascimento
5 – Joana D'Arque de Freitas
6 - Lázara Ambrósia de Souza
7 - Lionízia Pereira Martins
8 - Maria Aparecida Gama de Almeida
9 - Ravel Giordano de Lima Faria Paz
10 -Rone Sólon Fideles
11 -Rozaíres Guimarães de Lima Nunes
12 -Valdir Alves da Costa

IV - GOIÂNIA
1 - Adelice da Silveira Barros
2 - Aidenor Aires Pereira.
3 - Brasigóis Felício Carneiro.
4 - Delermando Vieira
5 - Edival Lourenço
6 - Elizabeth Caldeira Brito
7 - Geraldo Coelho Vaz
8 - Hélio Moreira
9 - Iuri Rincon Godinho
10 - José Mendonça Teles
11 - José Ubirajara Galli
12 - Lêda Selma
13 - Leonardo Teixeira
14 - Maria do Rosário Cassimiro
15 - Miguel Jorge
16 - Ney Teles de Paula
17 - Valdivino Brás
18 - Waldomiro Bariani Ortêncio

V - IPAMERI
1 - Lupércio Mundim

VI - ITARUMÃ
1 - Josenildo Gomes dos Santos
2 - Rômulo Darc Fonseca Santos
3 - Valdivino Barbosa dos Santos

VII - JATAÍ
1 - Cássia Vicente
2 - Dinair Pereira de Assis
3 - Nicodemus Souza Miranda
4 - Gênio Eurípedes Assis

VIII - MINEIROS
1 - Martiniano José da Silva

IX – PARANAIGUARA
1 - José Carvalho

X - PORANGATU
1 - Adejar Vicente dos Santos

XI - QUIRINÓPOLIS
1 - Agostinho de Almeida Moreira
2 - Elzi M. La Guárdia
3 - Jacinto Euzebio Ferreira
4 - Janete Martins Medeiros
5 - Joelma Gonçalves Rocha
6 - Jonan de Castro Reis

XII - RIO VERDE
1 - Ana Luiza de Lima,
2 - Zilda Pires

XIII - SANTACRUZ DE GOIÁS
1 - Fátima Paraguassu (Já empossada em Brasília)
2 - Arádia Raymon
3 - Maria Loussa

XIV - SANTO ANTÔNIO DE GOIÁS
1 - Nazareth Batista

XV - CAMPO GRANDE - SECCIONAL DE MATO GROSSO DO SUL
1 –Nena Sarti - Com indicação para a Presidente Executiva de Mato Grosso do Sul
2 – Reginaldo Sans
3 - Vanda Ferreira
_________________________
Faria Nunes é Escritor Presidente da ALB/GO. Presidente do Conselho Superior Estadual da ALB/GO. Membro do Conselho Superior Nacional da ALB.

Fonte:
Portal Vania Diniz

Rogério Recco (Lançamento de dois títulos sobre cooperativas pela Flamma Comunicação)



Trajetórias do Sicredi União PR e da Unimed Regional Maringá são assinadas pelo jornalista Rogério Recco

Dois novos títulos sobre trajetórias relacionadas ao sistema cooperativista na região de Maringá, produzidas pela Flamma Comunicação Empresarial, serão lançados ainda neste ano. O primeiro, denominado “A Ousadia Que Fez Acontecer”, descreve os 25 anos do cooperativismo de crédito a partir da fundação pela Cocamar, em 1985, da antiga Cooperativa de Crédito Rural de Maringá Ltda (Credimar), hoje Sicredi União PR. O segundo, “O Caminho do Tempo”, relata as três décadas da Unimed Regional Maringá, fundada em 1982 e atualmente a terceira maior em seu segmento do Estado.

As duas obras, assinadas pelo jornalista Rogério Recco, são resultado de um intenso trabalho de pesquisa que conseguiu recolher documentos, fotografias e colher mais de uma centena de depoimentos. “Ambas as histórias estavam dispersas em fragmentos que, ao final, permitiram uma sequência lógica, que foi sendo aprimorada”, informou Recco.

O livro “A Ousadia Que Faz Acontecer”, com 188 páginas, será lançado no dia 24 de novembro como parte da programação de aniversário do Sicredi União PR, que comemora 25 anos de fundação. Segundo o autor, como os bancos estavam cada vez mais restritivos em relação ao crédito rural, as cooperativas de produção, orientadas pela Organização das Cooperativas do Estado do Paraná (Ocepar), fundaram suas cooperativas de crédito praticamente na mesma época para que os produtores associados dependessem menos daquelas instituições.

Por sua vez, o lançamento de “O Caminho do Tempo”, também com 188 páginas, está programado para o início de dezembro. O livro faz uma retrospectiva da história da medicina na cidade, que começou em 1946 com a chegada do primeiro médico, Lafayete Tourinho. Nos anos seguintes foram construídos os primeiros hospitais, todos de madeira. Era uma época em que esses profissionais andavam de jipe ou a cavalo para atender pacientes em propriedades rurais. A publicação cita que a classe médica teve participação importante no desenvolvimento da cidade, ao longo de sua história. A Unimed foi fundada em 1982 e, em quase três décadas, teve apenas quatro presidentes: o atual, Durval Francisco dos Santos Filho, é o único nascido em Maringá, cujo pai foi um dos primeiros moradores da cidade.

O clínico e cirurgião Leandro Lobão Luz, de 89 anos, que chegou a Maringá em 1951 e ainda está em atividade, é um dos médicos pioneiros cuja história está relatada em “O Caminho do Tempo”.

Fonte:
Olga Agulhon

Ademar Macedo (Mensagens Poéticas n.33)


Trova do Dia

Vendo o orvalho na campina,
enfeitando a madrugada,
pude ver a mão divina
sobre a noite enluarada...
J. B. XAVIER/SP

Trova Potiguar

Dela sempre eu ouço os passos,
audíveis só para mim;
cai de repente em meus braços,
sinto o gosto do carmim.
MANOEL DANTAS/RN

Uma Trova Premiada

2007 > UBT-Natal/RN
Tema > DESTINO > Menção Honrosa

Que não me julguem culpado
por não achar a saída...
meu destino está traçado,
nos labirintos da vida!
FRANCISCO JOSÉ PESSOA/CE

Uma Poesia livre

MARIZE CASTRO/RN
SETA

Atrás do amor, um tentáculo.
Um túmulo. Uma sede de flor e sol.
Retorno para a menina que grita:
— Horror! Horror! Horror!
Mostro-lhe a seta que me acertou.
Coloco seu rosto entre minhas mãos
— e lanço-me.

Uma Trova de Ademar

A floresta vem sofrendo
cortes profundos no peito...
Tal qual rio que está vendo
jogarem lixo em seu leito...
ADEMAR MACEDO/RN

...E Suas Trovas Ficaram:

Ao arrancar-te do peito,
tristonho, mas consciente,
eu conquistei o direito
de ser feliz novamente.
MARISOL ARAGÃO/RJ

Estrofe do Dia

O meu sonho sempre voa
nas asas que o verso cria;
na minha imaginação
ele cresce e se irradia,
toma beleza e formato
faz um passeio abstrato
e pousa em minha poesia.
ADEMAR MACEDO/RN

Soneto do Dia

EDMAR JAPIASSÚ MAIA/RJ
A REZADEIRA.

Na cancela o cão magro já não late
à passagem da intensa romaria.
Hoje o destino fez mais triste o dia,
na dor da perda que no lar se abate...

Às mazelas do povo ela se via
com ervas e com rezas no combate;
porém não teve a graça do resgate
da saúde que a tantos devolvia...

Quem se doa no amor o Bem espalha...
E aquele frágil corpo, na mortalha,
o humilde lugarejo não despreza.

No último adeus à velha rezadeira,
em gratidão eterna, a vila inteira,
doando o coração, pranteia...e reza!

Fonte:
Ademar Macedo

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Trova 182 - Dinair Leite (Paranavaí/ PR)


Montagem da trova com várias imagens obtidas na internet e modificadas

A. A. de Assis (Lançamento da Revista Virtual Trovia n.131– novembro de 2010)

Trovas do Paraná que estão na Revista

São de cristal ou de barro
nossas vaidades... tão só.
Um baque, um tombo, um esbarro,
e tudo reduz-se a pó...
A. de Assis

Herdou floresta do avô,
“um matuto sem visão”.
E o legado que deixou:
um deserto em erosão!
Eliana Palma

Sobrepujando conflitos
em que o mundo se compraz,
seus braços, ninhos benditos,
são meu refúgio de paz!
Jeanette De Cnop

Quem me dera uma casinha
lá na serra, sem carpete;
com torneira na cozinha,
computador e internet.
José Marins

E’ troca de amor fecundo
a toda mãe concedida:
ela põe vida no mundo,
nela o mundo põe mais vida.
Lucília Decarli

Meu amor da mocidade
foi efêmera ilusão;
dele só resta a saudade,
nas cinzas de uma paixão.
Maurício Friedrich

Viajei pelo mundo inteiro
e nunca mais pude achar
o que no instante primeiro
encontrei em seu olhar.
Olga Agulhon

Tinha coreto na praça,
e ela era alegre e florida...
Quem hoje por ela passa
perde a bolsa... ou perde a vida!
Osvaldo Reis

A Terra, no seu início,
foi palácio verde em flor.
Agora ela é um precipício
de enchentes e dissabor.
Otavio Leite Goetten

Causa-me dupla aflição
ver meu amigo fumar...
Sem respeitar seu pulmão,
o que mais vai respeitar?
Roza de Oliveira

Lembranças, todos nós temos...
mas só vale a pena ter,
quando algo que já vivemos
valeu a pena viver!
Vanda Fagundes Queiroz

O que sei da faculdade,
das viagens e coisas mais
não representa a metade
do que aprendi com meus pais.
Vânia Ennes

A semente adormecida,
a sonhar com benfeitor,
pede terra umedecida
para ser a planta e a flor!
Vidal Idony Stockler

Além destas,

Trovadores Inesquecíveis e suas trovas

Adauto Gondin
Armando Pereira
Américo Falcão
Bastos Tigre
Geraldo Guimarães
Hélio Nogueira
J. G. de Araújo Jorge
José A. Costa
Josué Tabira da Silva
Lindouro Gomes
Orlando Brito
Raul Serrano3
Serafim França
Tobias Barreto

Trovadores do Brasil:

CEARÁ
Francisco Pessoa

ESPIRITO SANTO
Humberto Del Maestro

MINAS GERAIS
Conceição Abritta
Conceição de Assis
Eduardo A. O. Toledo
Olympio Coutinho
Thereza Costa Val
Wanda Mourthé

RIO DE JANEIRO
Agostinho Rodrigues
Edmar Japiassú Maia
Evando Marinho Salim
Evandro Sarmento
Gilvan Carneiro
Jota José
Ma. Madalena Ferreira
Maria Nascimento
Marilu Moreira
Renato Alves
Roberto Acruche

RIO GRANDE DO NORTE
Ademar Macedo
Djalma da Mota
Eva Yanni Garcia
Joamir Medeiros
José Lucas de Barros

RIO GRANDE DO SUL
Carmen Pio
Flávio Stefani
Lisete Johnson
Marisa Vieira Olivaes

SANTA CATARINA
Ari Santos de Campos
Gislaine Canales

SÃO PAULO
Angélica Villela Santos
Carolina Ramos
Darly O. Barros
Divenei Boseli
Ercy Marques de Faria
José Ouverney
Mª Thereza Cavalheiro
Marina Bruna
Mifori
Nilton Manoel
sué de Vargas Ferreira
Selma Patti Spinelli
Sérgio Ferreira da Silva
Terezinha Brisolla
Thalma Tavares

Baixe a Revista em seu computador AQUI

-------------

Fonte:
Colaboração de A. A. de Assis com a Revista Trovia n.131 – novembro de 2010.

José Feldman (Mensagem de Boas-Vindas aos Novos Imortais da Academia de Letras do Brasil/Goiás)


Exmo Presidente Executivo Imortal da ALB/GO José Faria Nunes, Ph.I.
Novos Nobres Imortais,
Agostinho de Almeida Moreira – Aidenor Aires Pereira – Ana Luiza de Lima – Adelice da Silveira Barros – Adejar Vicente dos Santos – Arietto (Léo Teixeira) – Brasigóis Felício Carneiro – Cássia Vicente – Célia Siqueira Arantes – Dauro Guimarães – Eliene Aparecida Ferreira – Elizabeth Caldeira Brito – Elvis Souza Nascimento – Elzi M. La Guárdia – Gênio Eurípedes Assis – Geraldo Coelho Vaz – Janete Martins Medeiros – Jonan de Castro Reis – Joelma Gonçalves Rocha – Jacinto Euzebio Ferreira – Joana D'Arque de Freitas – José Mendonça Teles – José Ubirajara Galli – Lupércio Mundim – Lázara Ambrózia de Souza – Lêda Selma – Lionizia Pereira Martins – Luiz de Aquino Alves Neto – Maria Aparecida Gama de Almeida – Martiniano José da Silva – Ney Teles de Paula – Paulo Nunes Batista – Ravel Giordano de Lima Faria Paz – Rozaíres Guimarães de Lima Nunes – Waldomiro Bariani Ortêncio

Externo-lhes as minhas mais profundas congratulações pela posse que se avizinha do nobre presidente e de todos os novos imortais conterrâneos que irão compor o Panteão Goiano da Academia de Letras do Brasil.

Em virtude de fatores inerentes a minha vontade, não poderei estar presente na solenidade que ora se realiza. Contudo, sinto-me feliz, envaidecido e orgulhoso por ter em conta que a minha indicação da pessoa do presidente para imortalizar os nomes de vosso estado, renderam frutos. Mais que isto, por todos os nomes dos escritores que estarão sendo empossados na data, vejo que de apenas uma pequena pedra que entreguei ao nobre confrade, transformou-a em diamante, lapidando-o com a categoria e nobreza que o nobre escritor possui incrustado em si.

Minha satisfação é incontida e imensa. Deixo, portanto, meus votos de sucesso a todos os integrantes do Panteão da ALB/GO, nomes que se destacam perante este imenso país e mesmo além de suas fronteiras, pelos seus valores, pelas suas capacidades, pelas suas batalhas pela cultura brasileira. O escritor qualquer que seja ele, é um poeta, ele manipula as palavras que lhe vêm à mente. Um escritor é o máximo do sublime, pois ele transmite por meio de suas palavras emoções, sentimentos recatados ou não, alegrias e tristezas, delírios, momentos de prazer e de sofrimento. Segundo uma poetisa transforma suas mais profundas sensações/ Em cores dos sonhos mais belos,/ Em sons que reproduzem a melodia da criação,

Por isto, nobres escritores e escritoras, neste momento que assumem este novo papel na vida cultural do Brasil, começam a transgredir novas fronteiras, e carregar a bandeira da ALB/GO desfraldada aos ventos. Prezados Imortais, deixam de ser apenas soldados nesta batalha pela grandeza de nossos valores culturais , para ocupar posições de destaque frente aos pelotões da cultura que a cada dia ganha novos seguidores.

Sejamos, pois, um exercito único, cujas armas sejam canetas ou teclados de computadores, que espalharemos do Oiapoque ao Chuí nossas palavras, nossa literatura, nossa cultura, nossos valores.

Como presidente Estadual do Paraná, da Academia de Letras do Brasil, eu VOS SAÚDO COMO IRMÃOS, confrades e confreiras.

Paraná, 27 de outubro de 2010.

Aidenor Aires (Desencantamento)


Feliz é quem se encanta. Descobre nas pequenas coisas um mapa de mistério. Isto faz falta ao mundo. Originalidade. O homem, farto da surpresa, faz tudo igual. Palavra da moda: clone. O leitor já viu no supermercado, as embalagens: uma a cara da outra. Os frangos todos depenadinhos, plastificados, em formação, como se houvessem saído de um mesmo ninho. As flores e jardins, dispostos e podados, tão harmoniosos que não ousam estirar um galhinho atrevido, nem mesmo um despetalar mais afoito. Obedientes à tesoura do jardineiro. É a estética cemiterial dos paisagistas. Dê uma olhada nas avenidas dos condomínios fechados. Lembram logo aléias de cemitérios, bem talhadas aos moradores semi-sepultos, encolhidos, passando mortuários nos carros de vidros escurecidos, quase invisíveis. Espetam aqui um pinheiro exótico, acolá várias palmeiras alienígenas. Vivendas, reclusas, tomam um ar único de túmulos bem cuidados. Parece que paisagistas e arquitetos não olham ao redor, fogem da euforia da flora tropical, e se entregam ao gozo fácil das revistas com cenários artificiais e arvorezinhas importadas.

Dê atenção aos jornais da televisão. Os repórteres esforçam-se para exibir o mesmo design. Cabelo, maquilagem, entonação e voz. Quem se lembra das frutas? Mamões de cinco ou seis quilos. Mangas de cores, tamanhos e sabores surpreendentes. Bananas, então, onde estão as chamadas roxas, santomé, goiabinha, chiadeira, naniquinha, ourinho? Restam três ou quatro tipos, medidas para caber nas embalagens. Laranjas... Já se foram: joão nunes, baiana, fofó, sangue, lisa... Há uma pera, quase sempre seca, e brilhante com um adocicado sabor de agrotóxico. Se as coisas da terra andam assim, o que dizer daquelas que o homem manufaturou? O horror da gastronomia universal, os sanduíches que encobrem em fatias de pão molhos imperscrutáveis e carnes inconfessáveis. Redondos, fofos, melosos de maionese e catchup. Os devoradores ficam na incômoda posição de cachorro que abocanhou osso grande de mais. Vai mordendo, remoendo, lambuzando a cara, respingando em montanhas de papel o rejeito da merenda. Depois empurra o embucho pra dentro, a copos ou litros de cáustico refrigerante. Com o olho na televisão, na mídia, essa gente foi perdendo alguns sentidos, a começar pelo paladar. E as mulheres... Adeus corpinho de violão! O novo estilo é de cabide das grifes de moda. Pegam as mocinhas impúberes, treinam, adestram. Vão adelgaçando, esfiapando até virarem umas garcinhas anoréxicas que enchem as burras dos fotógrafos, dos donos dos desfiles, dos olheiros do mercado de carne magra. Umas já nasceram assim, outras se fizeram assim por amor do ofício. Um dos olheiros, perito em encontrar essas carninhas novas por aí, foi didático, enquanto formava novo plantel:

- Esta é até boa. Podia ser aproveitada. Porém tem um nariz ruim. Seria preciso uma plástica. Mas como a oferta é grande, não vamos perder tempo, vamos escolher quem já tem nariz no jeito.

Fonte:
http://aidenoraires.blogspot.com/

Aidenor Aires (1946)


Aidenor Aires Pereira (Riachão das Neves, 30 de maio de 1946) é poeta brasileiro, radicado em Goiânia. Por sua importância cultural para o estado de Goiás, recebeu o título de "Cidadão Goiano" da Assembleia Legislativa daquele estado, no ano de 2009.

Filho de Wilton Santos e de Valeriana Aires Pereira, após cursar as primeiras letras na cidade natal, mudou-se para Goiânia, onde completou a formação na Escola Técnica Federal. Depois cursou o Liceu de Goiânia e bacharelou-se em Letras pela Universidade Católica de Goiás e, mais tarde, em Direito.

Trabalhou na advocacia e no magistério, quando por concurso integrou o Ministério Público até sua aposentadoria.

Membro da Academia Goiana de Letras e da Academia Goianiense de Letras. Atual presidente do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás.

Por seu livro Reflexões do conflito, de 1970, escrito em parceria com Gabriel Nascente, passou a pertencer ao grupo pós-GEN, ou Novo Grupo de Escritores Novos. Detentor de diversos prêmios de poesia, entre eles, o Fernando Chinaglia de 1978 e o prêmio Bienal Nestlé de Literatura Brasileira de 1986. É um dos fundadores da Academia Goianiense de Letras.

Livros Publicados
Reflexão do Conflito, Goiânia: Departamento Estadual de Cultura de Goiás, 1970;
Itinerário da Aflição, Goiânia: Oriente, 1973. Prêmio Bolsa de Publicações Hugo de Carvalho Ramos;
Lavra do Insolúvel, Goiânia: Oriente, 1974. Prêmio Bolsa de Publicações Hugo de Carvalho Ramos;
Rio Interior, Goiânia: Líder, 1977. Prêmio Fernando Chinaglia;
Amaragrei. Brasília: Ipiranga, 1978. 1º lugar no 3º Concurso Nacional de Literatura de Goiás;
Canto do Regresso, Goiânia: Edição do Autor, 1979;
Tuera – elegia carajá, Brasília: Thesaurus, 1980;
Aprendiz de Desencantos, Goiânia: Inigraf, 1982;
Os Deuses são Pássaros do Vento. Goiânia: Cerne, 1984; Prêmio Bolsa de Publicações Hugo de Carvalho Ramos, 1984;
Via Viator. São Paulo, Melhoramentos, 1986. Prêmio Bienal Nestlé.
Na Estação das Aves, 1973;
O Canto do Regresso, 1979;
A Árvore do Energúmeno, contos, 2001; Via Viator, 1986;
O Dia Frágil, 2005; Seleta Poética, antologia, 2005; XV Elegias, 2007;
Seiva Resguardada, tradução, 2007.

Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Aidenor_Aires

Ademar Macedo (Mensagens Poéticas n.32)


Trova do Dia

Uma idéia, a mais ousada
que em meu peito se escondeu,
deixou minha alma marcada
e mais um sonho morreu!
SÔNIA SOBREIRA/RJ

Trova Potiguar

Quando vens, devagarinho,
junto a mim, cheio de ardor,
o nosso querido ninho,
é palco de um grande amor!
MARIA ANTONIETA BITTENCOURT/RN

Uma Trova Premiada

2001 > Amparo/SP
Tema > PAZ > Vencedora

Embora anseio profundo,
qualquer esperança some:
- não pode haver paz no mundo,
enquanto houver ódio e fome!
CAROLINA RAMOS/SP

Uma Poesia

ANTONIO MANOEL ABREU SARDENBERG/RJ
ALUCINAÇÃO

Tentei em vão suavizar a vida,
Tornar mais leve o fardo tão pesado,
Fazer da volta o ponto de partida,
Buscar na ida o amor tão cobiçado!
Eu quis fazer da pauta a partitura
De um canto leve, doce e tão suave,
Cantar a vida com toda a ternura,
Voar em sonhos como uma ave!

Eu quis da luz o raio de esperança
Mas, por castigo, só me veio a treva.
Não me atrevo e guardo na lembrança
O que a serpente aprontou pra Eva...

E desse jeito fico aqui quietinho,
No meu cantinho, bem acompanhado,
Pois não será por falta de carinho
Que comerei a fruta do pecado!

Uma Trova de Ademar

Na massa Deus pôs engodos,
feitos de fé e carinho...
O pão que Deus fez pra todos
não há quem coma sozinho!...
ADEMAR MACEDO/RN

...E Suas Trovas Ficaram

O que torna este martírio
mais duro de suportar
é que eu chamo, em meu delírio,
por quem me faz delirar ...
WALDIR NEVES/RJ

Estrofe do Dia

Eu desde muito criança
Que procurei me manter,
Vivendo da cantoria
Para vestir e comer;
Já que ser grande poeta
Lutei, mas não pude ser!
DOMINGOS FONSECA/PI

Um Sonetilho

FRANCISCO MACEDO/RN
ESTRADA DA VIDA

Nossa vida, grande estrada,
cada curva nova opção,
quem prefere a contra-mão,
vai cair numa enrascada...

Se a jornada está pesada,
ponha Deus na “direção”.
Ele é a grande solução
e a certeza da chegada.

Não parar no “acostamento”
que camufla o sofrimento,
seja na volta ou na ida.

Ouça o grande Condutor
e acharás por onde for:
“Caminho, Verdade e Vida”

Fonte:
Ademar Macedo

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Solenidade de Posse dos Imortais da Academia de Letras do Brasil/ Goiás e Encontro Nacional de Poetas del Mundo – I Expolivros




Instalação da ALB/Goiás com diplomação e posse ALB/GO/MS/PA
CAÇÚ - GOIÁS

Programação

Dia 28 - No Centro Cultural

- 17h – Café com prosa literária e entrega da chave da cidade às autoridades visitantes no Centro Cultural Rozenda Cândida Guimarães;

- 19h - Abertura oficial do I Encontro Nacional dos Poetas Del Mundo

- 21h- Palestra do poeta francês Athanase de Vantchev Tracy -
Literatura Francesa e sua influencia no Brasil, com tradução simultânea do poeta sueco-brasileiro Guillem Rodrigues da Silva.

- 23h - Abertura da Expolivros com premiação do I Concurso Municipal Estudantil de Literatura (contos e poemas) com o tema “Caçu, Cultura e Turismo”, seguindo-se visitação aos estandes e autógrafo por escritores locais e regionais (Alesg e ALB);

24h – Sarau na madrugada.

Dia 29 -

- 8h - Oficinas e minicursos (Local a confirmar):

1° turno: das 8h às 9h45 - 2° turno: das 10h às 11h45;

A – Prof. Dr. Ravel Giordano de Lima Faria Paz – UEG – Caçu-Quirinópolis;

B – Prof. Ms. Ana Luiza de Lima – PDM, Alesg, ALB/Goiás - Rio Verde;

C – Prof. Ms. Agostinho Moreira – Alesg, ALB/Goiás e cônsul de Poetas del Mundo em Quirinópolis;

D – Prof. Ms. Janete Martins – PDM, Alesg e ALB/Goiás-UEG Quirinópolis;

E –Drª Sílvia Mota – Pres. Clube Brasileiro de Lingua Portuguesa – MH – MG;

F – Zaia Poeta – Cordelista da Bahia;

G – Nena Sarti – Cônsul PDM de Imbiruçu, ALB/MS – Campo Grande/MS;
Reginaldo Sans – PDM, ALB/MS e músico - Campo Grande-MS

H – Atriz Betinha Rodrigues – Maringá/PR;

12 horas – Almoço de confraternização dos encontristas (Local: Recanto da Fraternidade);

- 14h- Painel - A obra literária em foco: (Local: Centro Cultural)

- Incentivo à leitura de obras literárias na escola: livro-solo e textos literários em obras didáticas, o papel das bibliotecas escolares - Prof. Ms. Adair Purcena Guimarães, Coordenador Pedagógico da Secretaria Municipal da Educação de Caçu;

- O papel dos agentes parceiros da literatura, a exemplo das bibliotecas públicas, ONGs, Clubes diversos, Lanchonetes, farmácias, bancos, etc. - (Nena Sarti - Consul PDM Região do Imbiruçu- Campo Grande-MS.

- Publicação e distribuição de obras literárias - Antônio Almeida - diretor proprietário da Editora Kelps e Distribuidora Leart - Distribuidora em Goiás e no Distrito Federal, com a participação, como debatedor, do Prof. Ms. Gilberto Celestino, dir. da UEG-Quirinópolis e Leandro Almeida, da Leart;

19h- Instalação da ALB-Goiás, diplomação e posse de acadêmicos da ALB/Goiás e ALB/PA, seguindo ato de criação da ALB/MS, diplomação e posse de quatro acadêmicos do Estado vizinho, inclusive da presidente executiva da ALB/MS, seguindo-se lançamento de Manifesto Pró-Integração Nacional de Políticas Pertinentes à Lingua Portuguesa e suas interrelações na CPLP.

SOLENIDADE DE POSSE
Os escritores que tomarão posse na solenidade a Cadeira de Imortais da Academia de Letras do Brasil pelo Estado do Goiás:
Indicados pelo Imortal, Dr. José Feldman, Ph.I.:
José Faria Nunes (Presidente Executivo), Arietto - Léo Teixeira,Paulo Nunes Batista.

Indicados pelo Imortal José Faria Nunes:
Agostinho de Almeida Moreira, Aidenor Aires Pereira, Ana Luiza de Lima, Adelice da Silveira Barros, Adejar Vicente dos Santos, Brasigóis Felício Carneiro, Cássia Vicente, Célia Siqueira Arantes, Dauro Guimarães, Eliene Aparecida Ferreira, Elizabeth Caldeira Brito, Elvis Souza Nascimento, Elzi M. La Guárdia, Gênio Eurípedes Assis, Geraldo Coelho Vaz, Janete Martins Medeiros, Jonan de Castro Reis, Joelma Gonçalves Rocha, Jacinto Euzebio Ferreira, Joana D'Arque de Freitas, José Mendonça Teles, José Ubirajara Galli, Lupércio Mundim, Lázara Ambrózia de Souza, Lêda Selma, Lionizia Pereira Martins , Luiz de Aquino Alves Neto, Maria Aparecida Gama de Almeida, Martiniano José da Silva, Ney Teles de Paula, Ravel Giordano de Lima Faria Paz, Rozaíres Guimarães de Lima Nunes, Waldomiro Bariani Ortêncio

- 23h- Autógrafos nos estandes da Expolivros - autores visitantes (Local: Estande dos Poetas Del Mundo);

- 24h- sarau na madrugada (Palco da festa ou estande dos Poetas Del Mundo – a confirmar);

Dia 30 - Local: Centro Cultural:

9h- Painel sobre os Poetas Del Mundo - Exposição e debate com participação do plenário:

- Os Poetas Del Mundo em Goiás, realidade e perspectivas - Cônsul dos Poetas del Mundo de Goiás;

- Poetas del Mundo e os Poetas del Mundo no Planeta - Luiz Arias Manzo, fundador e presidente mundial da Associação Internacional de Poetas Del Mundo;

- Os Poetas Del Mundo no Brasil e a Associação Internacional de Poetas del Mundo - Delasnieve Miranda Daspet de Souza, Embaixadora dos Poetas Del Mundo no Brasil e Presidente Executiva da Associação Internacional de Poetas del Mundo e Embaixadora Universal da Paz;

12h– Homenagem da Loja Maçônica Sesquicentenário da Independência, de Caçu, aos poetas Guillem Rodrigues e Nelson Vieira (convites especiais e local a confirmar);

Tarde conclusiva – (Local – Centro Cultural)

14h- Por uma América do Sul Trilingue - Secretário Executivo da Associação Internacional de Poetas del Mundo.

15h - O Brasil é maior que qualquer academia de letras.

15h30 – Palestra Pé de Luxo, com a poeta Vanda Ferreira, cônsul do entorno rural de Campo Grande-MS.

16h - Elaboração da Carta de Goiás - Um documento para a história do livro e da leitura (manifesto do encontro).

17h– Solenidade de encerramento – com outorga de certificados e homenagens.

Eliane Potiguara (Fortalecendo Nossos Sonhos: Mulher, Literatura Indígena e a Paz)

Clique sobre a imagem para ampliar
Poeta, Professora e Ativista, Eliane Potiguara é convidada central para uma palestra sobre “nossas conquistas sociais e políticas enquanto indígenas e mulheres no Brasil, nossos instrumentos jurídicos nacionais e internacionais”.

O seu discurso vai buscar inspiração à sua história e a história das mulheres indígenas no Brasil, cosmovisão, espiritualidade e aspectos literários que, segundo a escritora, vão fortalecendo nossas vidas.

Eliane Potiguara estará em Portugal para um ciclo de palestras, sob o título: Conhecimentos tradicionais e biodiversidades indígenas e etnoculturas brasileiras e defesa do meio ambiente, e a literatura indígena como estratégia de consciencialização para o futuro do planeta.
_______________

Sobre Eliane Potiguara
http://www.elianepotiguara.org.br/

Abílio Pacheco (Escritor, Por Quê?)


Em Como e porque sou romancista, José de Alencar tenta responder denotativamente a pergunta que tantas vezes se faz aos autores. A maioria dos escritores parece dar respostas metafóricas, poéticas, até românticas. Neste livro de seus livros, nosso arqui-romancista se pergunta se não teria sido a “leitura contínua e repetida de novelas e romances que primeiro [lhe] imprimiu no espírito” o desejo de ser escritor dessa forma literária de sua predileção.

Ora ou outra esbarro também na pergunta, embora eu seja um projeto de escritor. Escrevo meus versinhos, uns continhos curtos, agora crônicas e tenho cá uns esqueletos de romances. No meu blog/site, a indicação escritor é mais um desejo, uma pretensão e uma presunção que necessariamente uma verdade. Mas fico tentado a refletir sobre esta pergunta, feita nestes termos ou de forma parafrásica: Por que você escreve?

Se digitar a pergunta no google, você vai encontrar mais de meio milhão de links. É uma pergunta recorrente. Para mim, foi Oscar D’Ambrósio, da Rádio UNESP, quem mais recentemente me perguntou isso numa entrevista que concedi ao programa Perfil Literário. Ele me perguntou como foi meu primeiro contato com o objeto livro e se eu venho de uma família de leitores.

Na resposta, eu aponto três tipos de leituras que potencialmente tenham impresso em mim esta vontade de escrever. A coleção Vagalume que eu pegava de empréstimo nas bibliotecas das escolas onde estudei em Marabá (especialmente a Biblioteca da Escola Jonathas Pontes Athias), os best-selleres de Sidney Sheldon, que meu irmão Ezequiel me motivou a ler, e os discos da Coleção Taba Cultural, que ganhei de minha mãe. Na verdade, são leituras de três momentos diferentes. A Taba mais na infância, Vagalume entre a segunda e a quarta séries e Sidney Sheldon de quinta série em diante. Depois da entrevista lembrei de outras leituras que fizeram parte de meu cotidiano de criança e adolescente e que poderiam ingressar na resposta de modo a deixá-la mais completa. Por exemplo: minha alfabetização em Coroatá e a forma como a professora Elza me motivou a ler placas de ruas, cartazes, etc. e, na adolescência, o contato com uns exemplares da coleção Verbo, em que encontrei e li textos incompreensíveis para mim à época, como Tartarin de Tarascon e Bispo Negro. Poderia acrescentar ainda que minhas escolhas entre a compra de um objeto utilitário (um tênis, um relógio ou uma camisa) e a compra de um livro, muitas vezes me levaram a escolher o livro.

Existem dois longos períodos que me fizeram conviver hodiernamente com a leitura de textos literários. Um deles foi o tempo que passei trabalhando na biblioteca Goncalves Dias, da Escola Salomé Carvalho, em Marabá (de 96 a 2002). Fazia parte de minha rotina diária a leitura de um livrinho de história infantil, capítulos de livros de infanto-juvenis e algumas páginas de romance. Se a biblioteca estivesse muito cheia, ia para uma narrativa curta (conto ou crônica) ou para leitura de poemas. O outro, antes deste (de 92-97), foi o período em que participava ativamente do circuito alternativo literário, escrevendo, recebendo e respondendo cartas, recebendo livros e devorando-os tão logo chegassem, escrevendo poemas e mandando-os para revistas, jornais e fanzines, além de participar de concursos literários.

Este decênio, que ocorreu em parte antes de eu ingressar no curso de Letras, deve ter sido o maior responsável pelo meu desejo de ser escritor. Foi principalmente durante meu período missivista que mais escrevi (além das cartas, poemas, muitos poemas, rascunhos de romances, coisas que foram para o lixo), pois paralelamente ao trabalho de bibliotecário, eu já lecionava, fazia graduação e tinha essas preocupações de casa que acabam com qualquer estro.

O desejo de ser escritor foi também cultivado por duas premiações ocorridas pouco antes de eu começar a trabalhar em biblioteca: o primeiro lugar num concurso nacional de poemas e um primeiro lugar num concurso municipal de redação. Ambas premiações ocorridas quando eu tinha 17 anos (depois talvez dedique uma crônica apenas a isto).

Meu caminho na literatura começou, mais ou menos assim. É provável que eu ainda dê respostas desencontradas sobre minha formação de leitor e escritor. Fale, por exemplo, da motivação escolar, das poucas vezes em que a redação era uma coisa prazerosa (especialmente na 2ª e na 6ª série). Certo é que, exceto os concursos literários dos quais participei (mesmo os que não me renderem premiação alguma), a gênese de minha formação de escritor está diretamente relacionada com minha história de leitor. Diferentemente do romancista de Mecejana, não me é possível apontar uma única motivação ou a motivação principal. Talvez seja melhor eu começar a preparar umas respostas metafóricas, menos denotativas. Afinal, amanhã tem outra entrevista.

Belém, 19 de outubro de 2010.

Fonte:
http://abiliopacheco.com.br/category/criacao-cronicas/
Imagem obtida na internet, de autoria de J. Robson.

Mario Lucio (Prazer de Viver)


O meu grito de amizade é mais forte que o teu grito de amor. E não basta apenas viver, tem que viver amando, com muita amizade para dar e conhecimento para entender o que está acontecendo em sua volta. E para concluir todo o enigma, não basta ter o conhecimento, é mais importante ser o conhecimento!

Sim! Vamos plantar, colher, semear tudo que está latente dentro de nosso coração. Esperando o momento certo de gritar aos cinco ventos: Eu te amo! Espera por mim. Espera pela minha amizade, pois as respostas do tempo são pragmáticas, como são pragmáticas os fatos acontecidos na hora de acontecer.

“Hoje se pregam palavras e pensamentos, antigamente pregavam-se palavras e obras. Palavras sem obras são tiros sem balas: fazem barulho, apenas barulho. O pregar que é falar, faz-se com a boca; o pregar que é semear faz-se com a mão. Para falar ao vento, bastam palavras; para falar ao coração, são necessárias obras”. Padre Antônio Vieira.

Os conhecimentos de amor, de amizade, de carinho, surgem com a própria vida, através de nossos passos em direção ao desconhecido, que damos sem saber aonde vamos. Só sabemos que vamos. Olhe nos meus olhos e você vai ver o que representa pra mim. É como se fosse uma chegada no momento de partida, onde os desencontros acontecem. Mesmo assim, procure-me no seu coração, procure-me na sua alma e, quando me achar lá, você não irá procurar mais ninguém e não me diga que não valeu a pena tentar. Você sabe que isso é verdade; pois tudo que faço é te proteger. Me aceite como eu sou. Aceite a minha vida. Não me diga que não vale a pena lutar. Lutar por você!

Alguém te disse alguma vez que te amava mais do que eu?

Não é preciso responder! Como nunca foi preciso dizer! Nunca ninguém te disse que você surgiu num raio de luz em plena tempestade. Você é dona de todos os elogios. Você é dona de todos os adjetivos. Você é o delírio de todas as fantasias que alguém pode ter por você. Você vai além do sonho! Você vai além da imaginação! Você é a própria fascinação. Você é linda e vai continuar linda, pelo tempo que a eternidade dirá. Ultrapassando os limites de ser mulher!

Fontes:
http://tucupi.wordpress.com/
Imagem = http://www.lifeconsulting.multiply.com/

Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

Enviar a pagina em pdf por e-mail

Send articles as PDF to