Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

sábado, 25 de agosto de 2012

Biblioteca Viriato Corrêia /SP (Programação)

DEBATE FANTÁSTICO

Lobisomem: as origens do mito. Folclore ou ciência? - Agosto caipira
Org: Silvio Alexandre, criador do Fantasticon.

Um espaço para discussão sobre a produção do fantástico brasileiro. A iniciativa pretende enriquecer o debate e incentivar o estudo sobre este gênero. Em agosto, o mês do Folclore, teremos um bate-papo com as escritoras Rosana Rios e Helena Gomes, autoras do livro "Sangue de Lobo", sobre um personagem muito conhecido da literatura fantástica: o lobisomem. No evento será lançado o livro de Alfer Medeiros, "Fúria Lupina – América Central”, e haverá muita música com canções sobre lobisomens com o músico e escritor César Marques ao violão.

Dia 25 de agosto às 17h30

TEATRO

Folia de Boi
Com Núcleo Trecos e Cacarecos

O espetáculo apresenta, através de música ao vivo, bonecos e bom humor, uma mescla de versões da tradicional história do Boi Bumbá.
Com medo de que seu filho nasça com cara de boi, um vaqueiro mata o animal que pertence ao coronel da cidade para satisfazer o desejo de sua esposa grávida. Para não ser punido, ele tenta ressuscitar o bicho, recorrendo a artifícios medicinais e rituais religiosos. Para maiores de 2 anos. 50 min.

Dia 26 de agosto às 16h

Arte Simples conta Tchekhov - Estéticas das periferias
Com o grupo Arte Simples

O personagem Tchékhov está no céu e descobre que um grupo de teatro está ensaiando uma de suas peças. Curioso, Tchékhov quer descer à Terra para ajudá-las... Enquanto isso o grupo começa a ensaiar a peça “As Três Irmãs. Paralelamente, Tchékhov cai no Brasil; porém no sertão nordestino. Com ajuda de diversos personagens arquetipos brasileiros muitas aventuras acontecem.

Dia 26 de agosto às 19h30

MESA REDONDA

Quixotes

No dia do aniversário de Miguel de Cervantes, quatro amantes de sua literatura conversarão sobre D. Quixote de La Mancha. Transitando pelo jornalismo, a ficção literária, a tradução, a biografia e os estudos teóricos, explorarão as pontes que a obra estabelece com diversas artes e épocas, com a vida de seu autor e de seus leitores. O bate-papo será ilustrado com intervenções do ator e músico Carlos Careqa, que interpretará trechos do texto.
Mediação: Manuel da Costa Pinto, jornalista e crítico literário, colunista do jornal Folha de S. Paulo. Já trabalhou como editor dos programas de literatura Entrelinhas e Letra Livre, da TV Cultura, curador da Feira Literária Internacional de Paraty e editor da revista Cult.
Debatedores: Ricardo Lisias, escritor, ganhador da Copa de Literatura Brasileira 2010/2011 com “O Livro dos Mandarins”, considerado por muitos um dos melhores ficcionistas brasileiros.
Sérgio Molina, tradutor. Sua tradução para a primeira parte de Dom Quixote foi premiada com o Jabuti de 2004.

Rubia Prates, tradutora e doutora em Literatura Espanhola.
Intervenção: Carlos Careqa, ator e músico. Entre seus filmes estão “O bicho de sete cabeças” e “Alô”.

Dia 29 de setembro às 15h

CURSOS

Ciclo “Ficção científica – Uma odisséia no cinema”

Com Celso Sabadin, jornalista e crítico de cinema dos sites Planeta Tela e 100% Vídeo, da  Revista de Cinema e da Rádio Bandeirantes. É autor dos livros "Vocês Ainda Não Ouviram Nada - A Barulhenta História do Cinema Mudo", "Éramos Apenas Paulistas” e “Ofício de Cineasta”. Prepara atualmente o lançamento de seu primeiro longa metragem como roteirista e diretor: “Mazza.doc”, documentário sobre Amácio Mazzaropi.
Mais de um século após o pioneiro curta metragem “Viagem à Lua”, de Georges Méliès, ter encantado as platéias do mundo inteiro, a Ficção Científica continua sendo um dos temas mais fascinantes do cinema. O ciclo propõe uma abordagem objetiva, direta e esclarecedora sobre os diferentes caminhos que o gênero percorreu desde a época dos filmes mudos até os dias de hoje. Tudo fartamente ilustrado com alguns dos trechos mais importantes dos melhores filmes de Ficção Científica de todos os tempos.

60 vagas. Inscrições até 30 de setembro diretamente na Biblioteca.

De 6 de outubro a 3 de novembro, aos sábados, às 14h
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Rua Sena Madureira, 298
Vila Mariana - 04021-050
São Paulo, SP
Tel.: 11 5573-4017 e 11 5574-0389
3ª a 6ª feira das 10h às 19h
Sábados e domingos das 11h às 18h
Coordenadora: Sandra Machado Alves
bibliotecavilamariana@hotmail.com


Fonte:
Colaboração da Secretaria de Cultura da Prefeitura Municipal de São Paulo

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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