Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Nilton Manoel (Didática da Trova) Parte 12, final

DECLARAÇÃO DE PRINCÍPIOS DA UBT

AUTORIA: LUIZ OTÁVIO  -  acróstico: SÃO FRANCISCO

Simplicidade - Sendo a trova a expressão mais simples da poesia e, pois, um reflexo da alma do trovador, devemos  agir sempre com simplicidade na arte, nas palavras e nas ações.

Amor – Nosso padroeiro São Francisco de Assis - pregou o amor total. Assim, não nos devemos afastar deste ensinamento. Amor ao próximo, à nossa arte, mas também à UBT. Em outras palavras, fidelidade à nossa agremiação.

Ordem - Sem ordem, disciplina, responsabilidade – de dirigentes e sócios- não poderá haver progresso, segurança e paz. Faremos tudo para manter esta ordem, a fim de que possamos atingir nossos objetivos, elevando culturalmente o meio social em que vivemos.

Fraternidade - Todas as religiões pregam a fraternidade. O “pobrezinho do Assis”, ao fundar a sua Ordem, denominou seus companheiros de “Irmãos”. Nós que recebemos de Deus o dom da Poesia, mais do que ninguém, devemos ser, verdadeiramente, Irmãos Trovadores. Mas sem esquecer que a Bondade deve ser justa, o Perdão sem humilhações e a Tolerância sem fraqueza.

Renúncia – A Renúncia pode ser resumida em não querer tirar proveito da Associação para si, mas ao contrário, em dar algo de si para a mesma.

Autenticidade - Se desejamos fazer parte de uma comunidade devemos ser autênticos. E autenticidade exige lealdade, cooperação e trabalho.

Neutralidade - A U.B.T. tem finalidades definidas. Dentro de nossa Associação, os sócios devem abster-se de debates políticos e religiosos. A neutralidade deve ser compreendida, também, no sentido de isenção e imparcialidade, em nossos trabalhos de direção e julgamento.

Comunicabilidade - Se a Trova é o gênero mais comunicativo, nós, Trovadores devemos cultivar a comunicabilidade não só entre nós da U.B.T., mas também, com a sociedade que nos cerca.


Idealismo – Temos um Ideal em comum. Ideal simples de espiritualidade e de beleza. Na conquista deste Ideal devemos trabalhar com fé e, também, com dinamismo e perseverança.

Sinceridade – Se a todos os empreendimentos elevados é indispensável a sinceridade, nós, como artistas e trovadores, em nossas atividades repudiamos a mentira, a deslealdade, a intriga e a má fé.

Controle – Os dirigentes devem saber controlar, com habilidade e segurança, o setor que lhes foi dado para dirigir, zelando pela disciplina, pois dessa atuação, é que decorrem a uniformidade, a unidade e força de nossa Agremiação.

Obediência - Obedecer não é humilhante. Há na vida de nosso Padroeiro a lição:- ”Quem sabe obedecer, aprendeu a vencer-se e a triunfar”. A liberdade não afasta os princípios de ordem, disciplina e obediência. Aquele que sabe obedecer, que possui espírito de equipe, que acredita realmente na Lei, é o que poderá, com maior êxito, ser bom dirigente. A obediência aos nossos Estatutos, Regimentos e Declaração de Princípios é o que traz a ordem, a paz, a união, e faz a grandeza de nossa UBT- União Brasileira de Trovadores.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:

ALENCAR,José, O Sertanejo, s/d, Edigraf S/A,SP.

BELTRÃO,Jorge,Ciclo da Trova,1975, Tipografia Escola Profissional,Pouso Alegre MG

Cadernos do Futuro, Língua Portuguesa, IBEP, 3º serie, sem data.

CEGALLA, Domingos Paschoal, Nova Minigramática da Língua Portuguesa,. Cia.Ed. Nacional, FNDE, 2004.

CENP, Letra e Vida, 2005, mod.III, M3U6T8, SSESP

CRUZ, José Marques da Português Prático, 1966,ed. 29º, Ed. MELHORAMENTOS:

CRUZ,José Marques,Seleta - Português Prático, 1944, MELHORAMENTOS:

FERREIRA, Delson Gonçalves, Língua e Literatura - Luso Brasileira, 1970,Editora Bernardo Álvares S/ª BH-(MG)

FERREIRA, Josué de Vargas, Trovas de Graça, 2006, ed. própria

FERREIRA, Pequeno Dicionário da Língua Portuguesa (1964,p.XXXI ) ed.11ª 

GOLDSTEIN, Norma, Versos, Sons, Ritmos, Atica,1991.

LÉLLIS, Raul Moreira, Português no Colégio, 3º,Cia. Ed. Nacional,1951

LOUREIRO, Milton Nunes, Dos Sonhos Brotaram Versos,p.17,1976,Super gráfica ltda.

OTÁVIO, Luiz , Decálogo de Metrificação, UBT-1975, UBT-Nacional

OTÁVIO, Luiz , Meus irmãos os trovadores, 1956, Ed. Veck

TORRES/MELO, Artur de Almeida e J.Nelino, Manual de Língua Portuguesa, Cia. Ed. Nacional,1951.,

SANTOS, Renato Alessandro, Teoria da Literatura I, 2004, CEUCLAR  

TAVARES, Hênio, Teoria Literária, 5º ed..1974, Editora Itatiaia,BH-MG,

Jornais e Revistas
O Cruzeiro
 Livretos de Jogos Florais, edições da Prefeitura Municipal de Ribeirão Preto.
Trovas e Trovadores,

Fonte:
Nilton Manoel. A Didática da Trova. Batatais, 2008.

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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