Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Poemas no Ônibus e no Trem (Poemas Selecionados)

Foram mais de mil poemas inscritos.

Três meses para a análise do corpo de jurado, composto por Caio Riter, Jussara Rodrigues, Márcia do Canto, Sérgio Napp e Zé Caradípia.

Estes são os 57 poemas que integrarão a coletânea Poemas no Ônibus e no Trem que será lançada na Feira do Livro de Porto Alegre 2012 e que passarão a circular, a partir do ano que vem, nos coletivos da capital.

Parabéns aos selecionados!

Arrumando a Casa - ADELGICIO JOSÉ DA SILVA
Passagem - AFONSO CARAMANO
Poema No Ônibus - ALCIR ALEXANDRE CAVION
Aviso À Passageira Bonita - ALDO VOTTO
Flor do meu jardim - ALEXANDRE BERTOLAZI
Mulheres x Homens - ANA LAURA BENACHIO
Circo De Um Só - ANDRE LUIS SOARES
Abandonei Um Poema - ANDRE TELUCAZU KONDO
Arco e Íris - ANDREZA SILVA PEREIRA
Impressão - BÁRBARA ADRIANA SANCO
Amores Impossíveis - BRUNA LIMA PEIXOTO
Poemas de não amor 4 - CHRISTIAN DAVID
O marinheiro Benedito - DOMINGOS FABIO DOS SANTOS
O que será de nós? - FERNANDA MARI FAGUNDES FUJIHARA
Pensando nos pormenores - FERNANDA WINIEMKO VOLLINO
Olho Mágico - FERNANDO MUNIZ RIBEIRO
Casamento - FLÁVIO LUIZ PORTO E SILVA
Espelho - FRANCISCO EGÍDIO VERGARA NUNES
Um Poema - GABRIEL CAPONERA SILVA
em dias de vento - GERMANA ZANETTINI
Miragem - GUILHERME DA ROSA MACHADO
Conto Continho - HENRIQUE RIBEIRO DA SILVA
Passagem - JAINARA MARTINY
De Mansinho - JEANE BORDIGNON
Nuvens de Algodão - JÉSSICA LUSIA
Um amor de um dia só - JOANA TIEMANN GABE
No fim da linha - JOSÉ ALAMIR BUENO LOPES
Porto Amado Alegre - JOSÉ VALMIR DA COSTA
Lágrimas - L.A. KAPLETTO
Amanhã - LUIZ DE MIRANDA
Cena Urbana - LUIZ ERNANI SILVEIRA DE SOUZA
Cantiga de Abris - LUIZ GUILHERME LIBÓRIO ALVES DA SILVA
Um poema no trem - MÁRCIO FRANCISCO RODRIGUES FILHO
Silêncio - MARIA DA GRAÇA LANDELL DE MOURA
Romeu e Marieta - NÍCOLAS NARDI
Estalinhos - PERPÉTUA AMORIM
Sid and Nancy - POLIANA PAIVA
Apego - RAFAEL BELTRAME ZENATO
Olhar Distraído - RAFAEL DALL AGNESE
Marília - RAFAEL MACHADO COSTA
Haicandante - RAFAEL REGINATO
Os velhos trens - REYNALDO BESSA
Bipolar - RICARDO ALEXANDRE PEIXOTO BARBOSA
Constatado - RICARDO CORREIA
Hai Cai - RICARDO PRIMO PORTUGAL
Irremediável - RODRIGO DOMIT
Árvore Sonora - RODRIGO LADEIRA
O que molha e o que olha - RODRIGO ORNELAS FRANÇA
Tolinha - SÉRGIO LUÍS DA SILVA VARGAS
Problema da vida moderna - SILVIA FRANZ MARCUZZO
Não inverta - TERESA BEATRIZ AZAMBUYA CIBOTARI
sobre a morte - THAIS GUIMARÃES
Time dos sonhos - TIAGO DIAS
O Educado - VANDERLÉIA RIBEIRO REIS
Partida - VLADIMIR CUNHA SANTOS
Pescaria - WLADIMIR MOREIRA SANTOS
Fuga - ZAIRA CANTARELLI

Fonte:
Coordenação do Livro e Literatura

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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