Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

J. Fausto Toloy (“O Livro que Ninguém Lia”... aventuras do livro rejeitado!)


O autor é médico, da Campina da Lagoa/PR.
Este conto participou do FLIP e será adaptado para o teatro.

Era um livro um pouco estranho: capa azul e borda amarela com  letras garrafais em vermelho: “O CAMUNDONGO DE SARONGO”, um título no mínimo esquisito que rimava. Seria prosa ou poesia? Passou despercebido como tantos naquela livraria. Ignorei-o simplesmente. Mas para minha surpresa ouço uma voz:

— Moço, moço… Você mesmo com carinha imberbe, estudante talvez, um mancebo! – Caramba! De onde vinha aquele som? Espanto, olhares de pavor ao derredor – Droga, não tem ninguém aqui!

— Não se assuste ali na frente tem homem que vira barata, mais adiante um rato atrapalhado, uma baratinha cantora, um grilo falante, e até animais que expulsam o dono da granja! Anything goes, baby! Em ficção é claro! Aqui, bem aqui no cantinho, o livrinho de borda amarela, isso, isso agora mais pra direita… sou eu! Parecia mesmo que a voz vinha do livro… Seria possível? Não fumei nada, nem uso droga ou coisa semelhante, às vezes um antidepressivo... vou falar com ele! 

— Está procurando um best-seller tipo “O livreiro de…” ou “O caçador de…” ou ainda “A ira dos …”, “Não verás…O”; que tal “O menino malu…” – Tô aqui esquecido e não sou nada disso, mas… Acho que vou colocar o dedo na borda. Iche! Mexeu, parece querer pular para as minhas mãos, será que gostou? Acaricio delicadamente o livro na ponta dos dedos sem retirá-lo da estante, espremido entre dois tomos volumosos, “Livraria Cultura – São Paulo supercap fevereiro de 2004”.

— Vamos, cara me pegue, me curta, delicie-se comigo só um pouquinho:  ah! O amor, que maravilha esse sentimento; a paixão, que perigosa ilusão! Enfim, use e abuse, mas cuidado me confunda com “Mate Leão” (tempos de criança). Hiii, cara se soubesse da minha história… quer saber? Vou contar: nasci numa graficazinha de fundo de quintal no Engenho Vila Verde, que nome bonito, ecológico… quem me escreveu? Criou os originais? Ah! Quer saber então? Está interessado, vejo nos seus olhos. Fruto de um escritor-mirim, nem posso dizer que foi um parto, o primeiro filho; essas coisas tolas que todo escriba diz, principalmente os medíocres, que nada ou muito pouco têm a dizer… O nome do meu autor é Ângelo Maiakóvski; tá pensando que é em verdade do grande poeta russo, não é Vladimir; o autorzinho é um nerd de computador desde os quatro aninhos, agora com doze. Então fui parar na Rua Humaitá, 444, onde um ilustrador de cartazes de cinema antigo fez o resto e, ainda sob protesto.— Faz anos que num trabalho nisso, como é pro dotor Aristarco vô fazê o melhó que posso. Rato num gosto de rato num é rato – Tequinho, é camundongo! – é tudo a mesma coisa – Meus Deus! E o meu revisor, uma piada; reprovado em português duas vezes e ainda conseguiu formar-se professor de matemática!!! “porque não trouxe a roupa de Maricota pra mim fazer (em vez de para eu fazer) “Se for ao clube e ver a Cidinha…” (em vez de vir) “Porque não pergunta ao Antonio?” (por que na pergunta) páginas 3, 17 e 27 respectivamente. Mas, entre mortos e feridos salvaram-se todos! Mas, pode me tocar, abrir: aventura, emoção, surpresas, risos, enfim, ingredientes de uma boa estória. Livro:  “Vamo lá, cara, ô meu (assim é melhor) me folheie, cheire, ainda tô novo só um pouco cheio de pó, traça num tenho. A cor azul-amarelo da capa ainda não desbotou apesar do sol que tomo na fuça toda manhã quando a Zica num fecha a cortina – deixa esse livreco, filho, vamos  levar um livro do Ziraldo; – pronto, não desencalhei de novo. ninguém prestigia mesmo autor desconhecido. – “Intelectual, ô você mesmo com óculos John Lennon, olhos negros… pode folhear à vontade; acho que vai levar pra se lembrar dos tempos idos da infância quando nem o Monteiro Lobato despertava curiosidade; não, não, larga, larga: nesta mochila molambenta não quero entrar não! Pode ter até… não, acho que não. Quem sabe levar pro filho bastardo? Topo qualquer parada pra sair dessa pasmaceira: livro na estante (de livraria, ainda, é livro morto) seria bom ganhar vida aos olhos de algum leitor, ensinar pelo encanto das palavras, despertar a alma da paixão, emoção, quem sabe descobrir palavras novas, ou apenas uma ideia, modo de ver o mundo ou uma mensagem! Agora na mochila junto com canivete suíço, cigarro (menos aquilo), uma troca de roupa, caneta, chaveiro. Vamos nessa. Tira-me no ônibus e começa a leitura:

— Mas, que droga, aquela vendedorazinha pivete acha que me engana, falou que tinha uma inspiração kafkiana – é livro infantil! Arremessado pela janela (defenestrado eu?) ufa: Vou pro meio da rua todo desfolhado, aberto no meio da avenida, logo sou atropelado por outro carro e escarafunchado perto do bueiro, nããããão! Uma mão salvadora me agarra antes do desastre: um colegial. – Oba, um livro, achei um livro, oba! Livro: que molequinho mais sem CPF, gostou do presente, e é isso que importa: cavalo dado não se olha os dentes”. Todo mundo quer ser apreciado e  amado, não é mesmo? Talvez seja esse o segredo? Incontinenti o menino inicia a leitura e vou deliciando-me com o desenrolar de tudo, da minha história, claro! O que mais poderia ser, sou só um livro que não queria ficar na estante tomando sol, pó, um dia quem sabe ser roído pelas traças. Que aventura viver, viver livre, enfim… UOFFF! Ledo engano, não é que o pivete não gostou da história e resolveu dar-me de presente ao pai presidiário. Hiche: Comida de preso, Mauser, tudo embrulhado vou para penitenciária”. Na estrada o guarda nem olha a encomenda. “Passa, passa, logo é pro Mekinho boca mole, vai, vai logo moleque”.[a]

— Que droga é essa, Palito, um livro?!

— É, pai, achei na rua, pode ser legal e fazer companhia nessa solidão. Joga-me num canto fétido onde, é claro, fico. Um evangélico começa a ler algumas páginas:— Tudo colonização do Tio Sam, imperialismo, volto pra minha Bíblia, o senhor é meu pastor e nada me faltará. Livro: “Virgem Maria, não precisava humilhar: comparar com o livro sagrado: ou tá alienado demais, ou tá brincando!” – Ah! Já sei vou presentear meu sobrinho internado na FEBEM, ele vai gostar. Dali o menino muda de ideia no caminho e leva para o Hospital Lua Nova, onde está internado o Meldes, vítima de esquizofrenia. Na chegada vive uma briga estranha, porquanto o Meldes disputa o livro com o Tito:

— O livro é meu, Mel, ele trouxe pra mim; a dra. falou que vou ganhar presente!

— Não, Tito, é outro presente, e é de Natal. – Na refrega sou partido em dois e uma metade vai pra cada um dos doidinhos.

— Pater dominus, pace! – entra o missionário e une as duas partes ficando eu livro outra vez – o que Deus uniu o homem não separa – ainda bem!

— O rato roeu a roupa do rei de Roma! – cruz credo, demônio, rato nããão! “De onde estava sou (defenestrado II) e caio no jardim”. Socorram-me subi no ônibus em Marrocos” Jesus é palíndromo! Lido ao contrário é igual— Acho melhor mesmo levar o livro pro seu destino. Colocado num envelope e postado vou pra instituição supracitada.

— Tio Onofre, que legal lembrar-se da gente esquecido aqui nessa antessala do inferno. Noutro dia mesmo me deram tanta pancada que quase acabei no hospital. Puxa um livro, que bacana: chega de TV, futebol (bola murcha), uma pedrinha pra variar… Depois de algum tempo: uau! Que rato esperto, vou fazer assim e logo saio daqui, mas… pensando bem por quê buraco? Um camundongo é pelo menos cem vezes menor que eu, mas, enfim não custa sonhar; ora, mas que bobagem sair… pra onde? Tenho comida, roupa, futebol, TV, sol… pensando bem não vou não! Viu livrinho bobo vou continuar capacho do idiota do “Roberto Carlos” que imagina cantar como o rei… tá vendo? Não serviu pra nada!!! – dar para o bestalhão então não… não sabe dar  valor no que leu… perdedor!  – Dar para o índio Emanuel, tio do Peralta… ele vai amar o presente, além do mais tá aprendendo português… ler também é uma aula da língua, não é?  Pronto seu destino tá traçado: índio pataxó! – Guarde com carinho, cacique, uma lição de português, presente do meu tio Melquisedeque, vulgo Mekinho, mas, olha é de coração, hem? – Cacique Jonas insere o livrinho no bolso da jaqueta de couro, presente do Morel por amansar o cavalo Terenzo, caminha alguns passos e saem para a avenida. O pobre cacique atravessa o farol e, diante do ponto de ônibus da Avenida República dos Inválidos, é atacado por skin-heads… defende-se como pode machucando alguns jovens com golpes de uma luta estranha, mas acaba imobilizado e incendiado pelos bárbaros jovens. Uma poetisa que mora nas vizinhanças e um malabares do farol de trânsito socorrem o silvícola civilizado. O livro cai da jaqueta e arde em chamas na calçada… dos borbotões brotam pequenos vagalumes que se afastam e iluminam a misteriosa noite de abril.

— Que lindo! Que lindo! – Raquel, a poeta, balbucia deslumbrada.

No final da história deste personagem rejeitado, de alguma forma o sacrifício do livro-herói não foi em vão.

Fonte:
Texto enviado pelo autor 

Ademar Macedo (Mensagens Poéticas n. 743)


Uma Trova de Ademar

Nos poemas que componho,
de beleza quase extrema,
eu ponho em verdade um sonho
dentro de cada poema!
–Ademar Macedo/RN–

Uma Trova Nacional


Um gesto de amor clareia
a escuridão da maldade...
quem faz o bem é candeia
que ilumina a humanidade!
–Larissa Loretti/RJ–

Uma Trova Potiguar

Meu cérebro inda martela
a despedida... o adeus...
o já vou “nos lábios dela”,
o não vá “nos lábios meus”!...
–Zé de Sousa/RN–

Uma Trova Premiada


2009 - Cantagalo/RJ
Tema - SERTÃO - 1º Lugar


No sertão pobre e carente
chuva é a mão que Deus descerra
e apaga a fogueira ardente
que queima a face da terra.
–Elen de Novaes Félix/RJ–

...E Suas Trovas Ficaram


Meu coração, a seu jeito,
cria rumos tão risonhos,
que faz, de um caminho estreito,
uma avenida de sonhos.
–João Freire Filho/RJ–

U m a P o e s i a


O amor da mulher querida
me fez virar trovador,
tornou-me o pai mais feliz
deste mundo encantador,
porque o sentido da vida
só se traduz com amor.
–José Lucas de Barros/RN–

Soneto do Dia

A ALMA DA PEDRA.
–Hegel Pontes/MG–


Longa pesquisa. E o mestre hindu descobre
que existe uma fadiga nos metais;
que o descanso renova, do ouro ao cobre,
o reino singular dos minerais.

Eu também sinto que a matéria encobre
estranhas vibrações emocionais.
É que a pedra tem alma, simples, nobre,
sonhando evoluções espirituais.

E a alma da pedra imóvel é a energia
que evolui, na ilusória letargia,
entre seres gigantes e pigmeus.

E sonha, nos milênios que a consomem,
ser um cacto que sonha ser um homem,
ser um homem que sonha ser um Deus.

12º Concurso de Poesias - CNEC Capivari (Resultado Final)


Categoria Infantil João Batista Prata 
(08 a 10 anos)

1º LUGAR :Caroline Bresciani (08 anos) = “ Chegou a primavera”

2º LUGAR: Luana Groninger Lima (09 anos) = “Algumas ações”

3º LUGAR: Denise Ortolani de Menezes (10 anos) = “ Sustentabilidade”

SELECIONADAS

Laura Bellini Alves de Souza (10 anos) = “Felicidade de uma criança” e “Para que estudar”

Danilo Ortolani Menezes (08 anos) = “Curiosidade” e “Uma flor”

Luíza Sério de Quadros (08 anos) = “Minha Família”

Luize Maria Pacheco de Carvalho (08 anos) = “Soneto para uma flor”

João Marinho de Almeida (08 anos) = “O sol”

Lívia Feres Haddad (08 anos)= “O Amor”

Gabryel Aparecido de Almeida (09 anos) = “Minhoca”

Isabela Casado Pupo (08 anos) = “Um mundo muito engraçado”

Denise Ortolani de Menezes = “Sentimentos”

Júlia Maria Souza Rossi = “A beleza do mundo está acabando”

CATEGORIA INFANTO JUVENIL Homero Dantas 
(11 a 14 anos)

1º LUGAR: Ana Carolina Silva Sampaio: “ A diferença existe?”

2º LUGAR : Caio Novaes Sandalo : “Bullying”

3º LUGAR : Marciel A. Gonçalves: “Dia das crianças”

SELECIONADAS

Vitória Veronez : “Do colorido ao branco e preto”

Beatriz Schincariol: “Sem mais encanto”

Edna Camatini: “Vida no trânsito”

Carlos Henrique Reginato Ferreira : “O dinheiro”

Marina Girardi Sanches : “ A essência”

Mary Helen Castellani: “ Adolescência”

Vitor Callegaro Veronez: “Todo fim tem um começo”

Tainá Gabriela Carvalho Dias: “Se eu fosse um herói”

Luiz Henrique Fumagalli: “História de Cordel inventada por mim”

Izabella Favarão da Silva: “Violência”

Letícia da Silva Antunes: “ Se eu fosse uma bola velha e rasgada”

Amanda Darossi: “Se eu fosse um aviãozinho de papel”

CATEGORIA JUVENIL RODRIGUES DE ABREU
 (15 a 17 anos)

1º LUGAR : Laramie Joaquina Gomes de Araújo: “ O sótão”

2º LUGAR : Yasmin de Carvalho Marrocco: “É psicológico”

3º LUGAR: Fabíola Silva: “Minha infância”

SELECIONADAS

Laramie Joaquina Gomes de Araújo: “A descoberta do amor”

Alex dos Santos: “A saudade”

Bianca Bordenali da Silva: “As eleições”

Taise Katherine Silva: “Amor”

Yasmin de Carvalho Marrocco: “Dia dos namorados”

Paulo César Martins: “Lembranças”

Cleiton Oliveira de Souza: “Meio ambiente”

Ana Paula Nicolau: “Meio ambiente”

Gustavo Cesar Carillo: “ O meio ambiente”

Marinara Souza Silva: “Uma coisa chamada amor”

Monica Montibeller: “Sonhos”

Lorena Dutra: “Vou me entregar”

CATEGORIA ADULTO AMADEU AMARAL 
(18 a 59 anos)

1º LUGAR: Reginaldo Costa de Albuquerque: “ O vestido”

2º LUGAR: Rita Do Carmo Piai Armelin: “Semeador”

3º LUGAR: Maria Luisa Cassaniga “ Vô Zé”

SELECIONADAS

José Roberto Abib: “Obscuro Caminhar”

Reginaldo Costa de Albuquerque: “Colheita”

Maria Luisa Cassaniga: “Vó Dide”

Maria Flávia Juliani Pastana: “Satisfação”

Rubens Rodrigues da Silva: “Soneto pro tempo que se repete”

Rita do Carmo Piai Armelin: “Girafa”

José Roberto Abib: “Quando isto se der”

Maria Flávia Juliani Pastana: “A família”

CATEGORIA SENIOR TARSILA AMARAL 
(acima de 60 anos)

1º LUGAR: Lídia Varela Sendin: “luz na Alma”

2º LUGAR: Maria Nerêa Baldo Calegari: “À minha terra natal”

3º LUGAR: Paulo Leite: “Poema Recordando o passado”

SELECIONADAS

Dallila Alves dos Santos: “Súplica” e “ Oi menino, esta é para você”

Wilma K. Ferraz de A. Cervi: “Solidão I” e “Solidão II”

Lídia Varela Sendin: “Corpo água”

Nelsira Michel da Silva: “A minha cachorrinha”

Paulo Leite: “Um tributo ao sertanejo Tinoco em poema”

Antonio Garcia Brabo: “A força do desejo”

Nara Pardini: “Entrega de amor”

Luzia do Carmo Cassaniga Leite: “Poema”

Olga Ricomini Pagotto: “A alma”

Maria Nerêa Baldo Calegari: “Tentar” 

Fonte:
 Http://concursos-literarios.blogspot.com 

VII Concurso "Comunidade Escolar" da APPACDM de Setúbal (Resultado Final)


1º Prémio – 
Poema Nrº 20 – “ A Poesia que há em ti é a mesma que há em mim” – 
Pseudónimo – “ Teresa Albuquerque” – 
Identificação – Ana Sofia da Conceição Alves Teixeira (Escola Secundária de Palmela)

2º Prémio – 
Poema Nrº 10 – “ És para mim poesia” – 
Pseudónimo – Bon Vivant” – 
Identificação – Flávio Henrique dos Santos Costa (APPACDM de Setúbal)

3º Prémio – 
Poema Nrº 9 – “ O que há dentro de mim” – 
Pseudónimo – “ Golfinho” – 
Identificação – Rui Alberto Santos Caleira (APPACDM de Setúbal)

MENÇÕES HONROSAS

- Poema Nº 15 – “ A poesia que há em ti” – 
Pseudónimo – “ Catarina Cordeiro” – 
Identificação – Catarina Alexandra Oliveira Cordeiro (APPACDM de Soure)

- Poema Nrº 12 – “Ser diferente…e igual” – 
Pseudónimo – Maria Mendes – 
Identificação – Adélia Maria Mendes (APPACDM de Soure)

- Poema Nrº 14 – “Tão diferente…mas tão igual a mim” – 
Pseudónimo – Tó Bento – 
Identificação – António José Bento de Carvalho (APPACDM de Soure)

- Poema Nrº 8 – “ O meu amor por ti” – 
Pseudónimo – MCC (Magnífico, Corajoso, Carinhoso) – 
Identificação – Tiago Luís Roque Severino (CSE – Centro Sócio Educativo da APPACDM de Setúbal)

- Poema Nrº 26 – “É apenas paixão” – 
Pseudónimo – “J.S” – 
Identificação – José Eduardo Nascimento Semedo (CECD Mira Sintra)

Fonte:
Http://concursos-literarios.blogspot.com 

XVII Concurso de poesia da APPACDM de Setúbal


1º Prémio – 
Poema Nrº 21 – “Estilhaços” – 
Pseudónimo – “ Alda Fragoso” – 
Identificação – Regina dos Anjos Sousa Gouveia (Porto)

2º Prémio – 
Poema Nrº 11 –“ Canção de Mimar” – 
Pseudónimo – “ Estrela Universal” – 
Identificação – Ana Coelho (Carregado)

Menções Honrosas:

- Poema Nrº 33 – “ Síndrome” – 
Pseudónimo – “ João Mafra” – 
Identificação – João Vítor Silva (Mafra)

- Poema Nrº 27 – “Dança Encantada” – 
Pseudónimo – “Mel” – 
Identificação – Vânia Isabel Veríssimo” (Setúbal)

- Poema Nrº 62 – “Moldura” – 
Pseudónimo – “Maria da Fé” – 
Identificação – Manuela Ferreira (Ponte de Lima)

- Poema Nrº 6 – “ Encolho-me nos teus braços esculpidos no vento” – 
Pseudónimo – “ David Ferreira” – 
Identificação – Maria da Conceição Bernardino (Porto)

- Poema Nrº 69 – “As minhas mãos” – 
Pseudónimo “ Flor-de-luz” – 
Identificação – “ Teresa de Jesus Ferreira Teixeira” (Vila Nova de Gaia)

Fonte:
Http://concursos-literarios.blogspot.com 

Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís (Portugal) (Resultado Final)


O romance A Vida Inútil de José Homem, de Marlene Correia Ferraz, é o vencedor do Prémio Literário Revelação Agustina Bessa-Luís, no valor de 25.000 euros, anunciou a Estoril Sol que o instituiu há cinco anos. 

O júri escolheu, por maioria, o romance de Marlene Correia Ferraz, psicóloga de 32 anos, considerando a "apreciável desenvoltura narrativa e uma relação criativa com a língua portuguesa", segundo a ata do júri a que a Lusa teve acesso. 

O romance "evidencia situações dramáticas da memória histórica portuguesa africana, num enquadramento interessante e, em certa medida, original", afirmou o júri no mesmo texto. 

O júri foi presidido pelo escritor Vasco Graça Moura e integrou Guilherme d`Oliveira Martins, em representação do Centro Nacional de Cultura, José Manuel Mendes, pela Associação Portuguesa de Escritores, Maria Carlos Loureiro, pela Direção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas, Manuel Frias Martins, pela Associação Portuguesa dos Críticos Literários e, ainda, Maria Alzira Seixo e Liberto Cruz, como convidados, e Nuno Lima de Carvalho e Dinis de Abreu, pela Estoril Sol. 

O Prémio Revelação Agustina Bessa-Luís foi instituído em 2008 por ocasião dos 50 anos da Estoril Sol que estabeleceu um protocolo com a editora Gradiva, que publica a obra vencedora. 

Fonte: 
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=601206
Http://concursos-literarios.blogspot.com 

Prêmio Uberaba de Literatura 2012 (Resultado Final)


*** CONTOS ***

1º LUGAR
TUDO O QUE HÁ NO OLHAR
JÂNSEN ALMEIDA DINIZ

2º LUGAR
SUICIDAS S.A
TIAGO OLIVEIRA DUMARD

3º LUGAR
ETERNAMENTE EM BOTAFOGO
FÁTIMA SOARES RODRIGUES

4º LUGAR
NATIMORTO
FABIANA RODRIGUES DA CUNHA FELICÍSSIMO

5º LUGAR
TODA A GLÓRIA DE UMA VIDA SEM FIM
BRUNO GARCIA TOMÁZ

6º LUGAR
SONHOS DE UM PASSADO
POLIANA VELOSO DA CRUZ

*** POESIAS ***

1º LUGAR
NA MINHA PELE
MAGDA LUCIA VILAS-BOAS

2º LUGAR
DITOS
RODRIGO FRANCISCO DE OLIVEIRA

3º LUGAR
CONVERSA DE POETA
VICENTE DE PAULO HIGINO

4º LUGAR
PESCADOR
ANDRÉ ESTEVES MARTINS PINTO

5º LUGAR
NATURAIS
WLADIMIR MOREIRA SANTOS

6º LUGAR
DESCANTO
FLAVIO AUGUSTO LANZARINI DE CARVALHO

7º LUGAR
TEMPO! ENSINA-ME A VIVER!
TERESA CRISTINA DE OLIVEIRA ROSA

8º LUGAR
CANÇÃO EM DEGRADE
PERPÉTUA AMORIM

9º LUGAR
CALARIA
THAÍS SILVA DE ASSIS

10º LUGAR
TAMBORES
CARLOS ROBERTO DA ROSA RANGEL

11º LUGAR
NÃO-EU
MARCOS ANTONIO SANTOS SOUZA

12º LUGAR
O TRISTE E CURTO CONTO QUE TE CONTO
DAVID MAGNO DE CARVALHO MENDES

13º LUGAR
ACREDITE QUE SOU TUDO, POR ISSO PEÇO SEU AMOR
SÍLVIA MARTINS PARREIRA

14º LUGAR
LUZ, ENTRE E SIRVA-SE, MAS SEJA PARCIMONIOSA E PRESERVE OS SEGREDOS DA ESCURIDÃO!
MORVAN ULHOA DE FARIA

15º LUGAR
MARIAS DO AMOR
IVANE LAURETE PEROTTI

Fonte:
Http://concursos-literarios.blogspot.com 

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Trova 234 - Nei Garcez (Curitiba/PR)



1º Prêmio de Trovas Humorista Chico Anísio – 2012 – UBT/Maranguape (Nacional/Internacional e Estadual) Tema: Maranguape


ÂMBITO: NACIONAL/INTERNACIONAL

VENCEDORES (1º ao 5º lugares):

1º. Lugar:

 Encantando o visitante,
 com belezas tão divinas,
 Maranguape é a mais brilhante
 dessas musas nordestinas:
 Ederson Cardoso de Lima – 
Niterói/RJ.

2º. Lugar:

 Maranguape...o rio.. a serra...
 Quanta imagem na distância!
 Mundo evocado que encerra
 o mundo da minha infância!
 José Valdez de Castro Moura 
Pindamonhangaba/SP

3º. Lugar:

 Maranguape vai andando
 sempre com passo seguro.
 Com carinho, vai bordando
 os caminhos do futuro...
 Milton Souza 
Porto Alegre/RS

4º. Lugar:

 Maranguape... em teu reduto
 louva o amor que se concentre...
 Chico Anísio foi um fruto
 que acalentaste em teu ventre!
 Edmar Japiassú Maia 
Nova Friburgo/RJ

5º. Lugar:

 Maranguape entristeceu,
 pois já foi “cidade encanto”
 e assim que "Chico" morreu
 o riso tornou-se pranto.
 Ademar Macedo 
Natal/RN

MENÇÕES HONROSAS (6º ao 10º lugares):

6º. Lugar:

 Digo, insisto e justifico,
 pois é o que pensa a nação:
 Maranguape e o grande Chico
 pulsam num só coração.
 Antônio Augusto de Assis 
Maringá/PR

7º. Lugar:

 Bordada em sopé de serra,
 com flores em profusão,
 Maranguape é bela terra
 onde encanta a tradição.
 Eliana Ruiz Jimenez 
Itapema/SC

8º. Lugar:

 Do seu mais ilustre filho
 Maranguape honra a glória,
 inscrevendo-o com seu brilho
 para sempre em sua História!
 Renato Alves 
Rio de Janeiro/RJ

9º. Lugar:

 Maranguape, este seu filho
 trouxe o nordeste até nós,
 espalhou talento e brilho,
 do Ceará, fez-se a voz!
 Alba Helena Corrêa 
Niterói/RJ

10º. Lugar:

 Quem tem a beleza viva
 e os valores que ela tem?
 Maranguape, além de diva,
 é trovadora também:
 Ederson Cardoso de Lima 
Niterói/RJ.

MENÇÕES ESPECIAIS (11º ao 15º lugares)

11º. Lugar:

 Quis o imprevisto destino,
 que a Maranguape das flores,
 fosse em solo nordestino
 a terra dos trovadores.
 Dulcídio de Barros Moreira Sobrinho 
Juiz de Fora/MG

12º. Lugar:

 Maranguape está saudosa,
 pois seu artista partiu;
 mas logo vai, orgulhosa,
 sorrir tal qual Chico riu.
 Carlos Alberto de Assis Cavalcanti 
Arcoverde/PE

13º. Lugar:

 Maranguape, é este o nome
 de uma cidade encantada
 onde artista de renome
 teve ali sua morada.
 Eduardo Bottallo 
São Paulo/SP

14º. Lugar:

 Eu vivo ganhando flores
 que de Maranguape vêm:
 são versos de trovadores
 que um doce perfume têm.
 Maria Ignez Pereira 
Moji Guaçu/SP

15º. Lugar:

 Disse em verso o repentista:
 Maranguape foi feliz...
 Deu berço e lar ao humorista
 mais famoso do País!
 Ademar Macedo 
Natal/RN

DESTAQUES (16º ao 20º lugares):

16º. Lugar:

 Num leque de sons e cores
 que lhe conferem beleza,
 Maranguape tem valores
 esculpidos na nobreza.
 Danilo Dos Santos Pereira 
Belo Horizonte/MG

17º. Lugar:

 Maranguape terra boa
 possuis o mais belo porte,
 por ti o poeta entoa
 toda poesia do norte.
 Eduardo Lazaro de Barros 
Bauru/SP

18º. Lugar:

 Maranguape o teu “luar”
 que “Catulo” enalteceu,
 multiplicou seu brilhar
 depois que o “Chico” nasceu.
 Wandira Fagundes Queiroz 
Curitiba/PR

19º. Lugar:

 Maranguape ensolarada,
 igualando pobre e rico
 é sempre muito lembrada:
 ali nasceu nosso Chico.
 Eduardo Bottallo 
São Paulo/SP

20º. Lugar:

 Com exuberante flora,
 junto ao Pico da Rajada,
 onde a natureza aflora,
 Maranguape faz morada.
 Dulcídio de Barros Moreira Sobrinho 
Juiz de Fora/MG

ÂMBITO ESTADUAL

VENCEDORES (1º ao 5º lugares):

1º. Lugar:

 Maranguape que beleza
 é teu lindo céu de anil
 Deus te fez com a certeza
 de encantares o Brasil.
 João Osvaldo Soares (Vaval) 
Maranguape/CE

2º. Lugar:

 Tuas serras são serpentes
 deitadas na imensidão
 tens cristalinas vertentes
 Maranguape, meu rincão.
 Maria Ruth Bastos de Abreu Brandão 
Maranguape/CE

3º. Lugar:

 És Maranguape querida
 terra do riso e do amor;
 Por ti daremos a vida
 se um dia preciso for.
 Deusdedit Rocha 
Fortaleza/CE

4º. Lugar:

 Terra de gente importante
 que em Maranguape nasceu:
 do Chico, comediante;
 d’um Capistrano de Abreu.
 Haroldo Lyra 
Fortaleza/CE

5º. Lugar:

 Chora, Maranguape, chora
 o humorista excepcional:
 Chico Anísio foi-se embora;
 não mais terás outro igual!
 José Pereira de Albuquerque 
Fortaleza/CE

MENÇÕES HONROSAS (6º ao 10º lugares):

6º. Lugar:

 Maranguape, minha terra
 é meu prazer confessar
 que dentro do peito encerra
 do mundo o melhor lugar.
 José Aureilson Cordeiro Abreu 
Maranguape/CE

7º. Lugar:

 De Maranguape o sorriso
 não é o mesmo de outrora,
 desde que o Rei do improviso
 despediu-se e foi embora.
 José Pereira de Albuquerque 
Fortaleza/CE.

8º. Lugar:

 Maranguape não faz conta
 da natureza que a afeta,
 porém quando o sol tramonta
 mexe com todo poeta.
 Deusdedit Rocha 
Fortaleza/CE

9º. Lugar:

 Maranguape é altaneira
 em toda sua vertente
 e também hospitaleira
 por abrigar boa gente.
 Ana Maria Nascimento 
Aracoiaba/CE

10º. Lugar:

 Maranguape, Alto da Vila,
 Outra Banda vem depressa,
 no verde da clorofila,
 dorme a cidade em promessa.
 Sonia Nogueira 
Fortaleza/CE

MENÇÕES ESPECIAIS (11º ao 15º lugares):

11º. Lugar:

 Maranguape eu gostaria
 de manter no coração;
 Assim peço à Mãe Maria
 para lhe dar proteção.
 Ana Maria Nascimento 
Aracoiaba/CE

12º. Lugar:

 Maranguape a tua glória
 são teus filhos de valor;
 foi Capistrano, na História,
 e Chico Anísio, no Humor!
 Nemésio Prata Crisóstomo 
Fortaleza/CE

13º. Lugar:

 Maranguape envolto em sonhos
 desde o tempo de criança,
 vive momentos risonhos
 no progresso na bonança.
 Raimundo Rodrigues de Araújo 
Maranguape/CE

14º. Lugar:

 És vaidosa e altaneira
 és meu torrão, meu lugar
 Maranguape, companheira
 onde sempre vou morar.
 Luiz Carlos de Abreu Brandão 
Maranguape/CE

15º. Lugar:

 Maranguape boa terra
 de Chico, de Capistrano.
 Maranguape ao pé da serra
 bem pertinho do oceano.
 Raimundo Rodrigues de Araújo 
Maranguape/CE

DESTAQUES (16º ao 20º lugares):

16º. Lugar:

 Gosto de me divertir
 nas belas praias do Iguape,
 mas acho melhor curtir
 a serra de Maranguape.
 Haroldo Lyra 
Fortaleza/CE

17º. Lugar:

 Dentre as terras fascinantes
 Maranguape está no rol,
 pois até seus visitantes
 são de puríssimo escol.
 Deusdedit Rocha 
Fortaleza/CE

18º. Lugar:

 Maranguape inebriante
 atrativos naturais
 a serra nobilitante
 Cascatinha e cabedais.
 Maria Luciene da Silva 
Fortaleza/CE.

19º. Lugar:

 Para o carinho colher,
 por Maranguape eu passava,
 subia a serra a rever
 a noiva que ali morava.
 Haroldo Lyra 
Fortaleza/CE

20º. Lugar:

 Ilustres são os seus filhos.
 O clima bom e fecundo
 exportando sobre trilhos
 Maranguape para o mundo
 Artemiza Correia 
Ocara/CE

Fonte:
Moreira Lopes – UBT/Maranguape

23º Concurso de Contos Paulo Leminski (Resultado Final)


1º Lugar:
FATIMA APARECIDA DUARTE DE OLIVEIRA – São Paulo - SP
Conto: A VIAGEM

2º Lugar:
FLAVIA SOUZA DIAS – Rio de Janeiro - RJ
Conto: A VAN

3º Lugar:
JOSÉ IGNACIO COELHO MENDES NETO – São Paulo - SP
Conto: MILAGROS

Melhor Conto Toledano
LUIZA POSSAMAI KONS
Conto: A CAIXA VAZIA

Menções honrosas:

ARTUR MAIA – São Paulo - SP
Conto: NATAL, DE NOVO NATAL

ALYSSON MURITIBA – Curitiba - PR
Conto: SETE MENINOS

SANDRA LUCIA ABRANO – São Paulo - SP
Conto: A MORTE DE CADA UM

EVERSON BERTUCCI – São Paulo - SP
Conto: NOVA MESMA HISTÓRIA

RODRIGO DOMIT – Rio de Janeiro - RJ
Conto: ASPIRAÇÕES

RODRIGO PETRUZZI DA SILVA - Porto Alegre - RS
Conto: SOMOS TODOS PROSTITUTOS NESSE MUNDO DE ALUGUEL

DOUGLAS MORAES PEREIRA - São Paulo - SP
Conto: A TAVERNA

Fontes:
http://www.toledo.pr.gov.br/?q=portal/23o-concurso-de-contos-paulo-leminski/resultado-do-23o-concurso-de-contos-paulo-leminski 
Http://concursos-literarios.blogspot.com 

Soares de Passos (A Camões)


Ai do que a sorte assinalou no berço
Inspirado cantor, rei da harmonia!
Ai do que Deus às gerações envia
Dizendo – vai, padece, é teu fadário;
Como um astro brilhante o mundo o admira,
Mas não vê que essa chama abrasadora
Que o cerca d'esplendor, também devora
     Seu peito solitário.

Pairar nos céus em alteroso adejo,
Buscando amor, e vida, e luz, e glórias;
E ver passar, quais sombras ilusórias,
Essas imagens de fulgor divino:
Tais s o vossos destinos, ó poetas,
Almas de fogo, que um vil mundo encerra;
Tal foi, grande Camões, tal foi na terra
     Teu mísero destino.

A cruz levaste desde o berço à campa:
Esgotaste a amargura ate às fezes:
Parece que a fortuna em seus revezes
Te mediu pelo génio a desventura.
Combateste com ela como o cedro
Que provoca o rancor da tempestade,
Mas cuja inabalável majestade
     Lhe resiste segura.

Foste grande na dor como na lira!
Quem soube mais sofrer, quem sofreu tanto?
Um anjo viste de celeste encanto,
E aos pés caíste da visão querida...
Engano! foi um astro passageiro,
Foi uma flor de perfumado alento
Que ao longe te sorriu, mas que sedento
     Jamais colheste em vida.

Sob a couraça que cingiste ao peito
Do peito ansioso sufocaste a chama,
E foste ao longe procurar a fama,
Talvez, quem sabe? procurar a morte.
Mas, qual onda que o náufrago arremessa
Sobre inóspita praia sem guarida,
A morte crua te arrojou a vida,
     E as injúrias da sorte.

De praia em praia divagando incerto
Tuas desditas ensinaste ao mundo:
A terra, os homens, ‘té o mar profundo
Conspirados achavas em teu dano.
Ave canora em solidão gemendo,
Tiveste o génio por algoz ferino:
Teu alento imortal era divino,
     Perdeste em ser humano:

Índicos vales, solidões do Ganges,
E tu, ó gruta de Macau, sombria,
Vós lhe ouvistes as queixas, e a harmonia
Desses hinos que o tempo não consome.
Foi lá, nessa rocha solitária,
Que o vate desterrado e perseguido,
À pátria, ingrata, que lhe dera o olvido,
     Deu eterno renome.

«Cantemos!» disse, e triunfou da sorte.
«Cantemos!» disse, e recordando glórias,
Sobre o mesmo teatro das vitórias,
Bardo guerreiro, levantou seus hinos.
Os desastres da pátria, a sua queda,
Temendo já no meditar profundo,
Quis dar-lhe a voz do cisne moribundo
     Em seus cantos divinos.

E que sentidos cantos! d'Inês triste
Se ouve mais triste o derradeiro alento,
Ensinando o que pode o sentimento
Quando um seio que amou d'amores canta:
No brado heróico da guerreira tuba
O valor português soa tremendo,
E o fero Adamastor com gesto horrendo
     Inda hoje o mundo espanta!

Mas ai! a pátria não lhe ouvia o canto!
Da pátria e do cantor findava a sorte:
Aos dois juraram perdição e morte,
E os dois juntaram na mansão funérea...
Ingratos! ao que, alçando a voz do génio
Além dos astros nos erguera um sólio,
Decretaram por louro e capitólio
     O leito da miséria!

Ninguém o pranto lhe enxugou piedoso...
Valeu-lhe o seu escravo, o seu amigo:
«Dai esmola a Camões, dai-lhe um abrigo!»
Dizia o triste a mendigar confuso!
Homero, Ovídio, Tasso, estranhos cisnes,
Vós, que sorvestes do infortúnio a taça,
Vinde depor as c'roas da desgraça
     Aos pés do cisne luso!

Mas não tardava o derradeiro instante...
O raio ardente, que fulmina a rocha,
Também a flor que nela desabrocha,
Cresta, passando, coas etéreas lavas!
Que cena! enquanto ao longe a pátria exangue
Aos alfanges mouriscos dava o peito,
De mísero hospital num pobre leito,
     Camões, tu expiravas!

Oh! quem me dera desse leito à beira
Sondar teu grande espírito nessa hora,
Por saber, quando a mágoa nos devora,
Que dor pode conter um peito humano;
Palpar teu seio, e nesse estreito espaço
Sentir a imensidade do tormento,
Combatendo-te n’alma, como o vento,
     Nas ondas do Oceano!

O amor da pátria, a ingratidão dos homens,
Natércia, a glória, as ilusões passadas,
Entre as sombras da morte debuxadas,
Em teu pálido rosto já pendido;
E a pátria, oh! e a pátria que exaltaras
Nessas canções d'inspiração profunda,
Exalando contigo moribunda
     Seu último gemido!

Expirou! como o nauta destemido,
Vendo a procela que o navio alaga,
E ouvindo em roda no bramir da vaga
D'horrenda morte o funeral presságio,
Aos entes corre que adorou na vida,
Em seguro baixel os põe a nado,
E esquecido de si morre abraçado
     Aos restos do naufrágio:

Assim, da pátria que baixava à tumba,
Em cantos imortais salvando a pátria,
E entregando-a dos tempos à memória,
Como em gigante pedestal segura:
«Pátria querida, morreremos juntos!»
Murmurou em acento funerário,
E envolvido da pátria no sudário
     Baixou à sepultura.

Quebrando a lousa do feral jazigo,
Portugal ressurgiu, vingando a afronta,
E inda hoje ao mundo sua glória aponta
Dos cantos de Camões no eterno brado;
Mas do vate imortal as frias cinzas
Esquecidas deixou na sepultura,
E o estrangeiro que passa, em vão procura
     Seu túmulo ignorado.

Nenhuma pedra ou inscrição ligeira
Recorda o grã cantor... porém calemos!
Silêncio! do imortal não profanemos
Com tributos mortais a alta memória.
Camões, grande Camões; foste poeta!
Eu sei que tua sombra nos perdoa:
Que valem mausoléus antes a coroa
     De tua eterna glória?

Fonte:
Poesias de Soares de Passos. 1858 (1ª ed. em 1856). http://groups.google.com/group/digitalsource

Soares de Passos (1826-18/60)


António Augusto Soares de Passos (Porto, 27 de Novembro de 1826 – Porto, 8 de Fevereiro de 1860) foi um poeta, expoente máximo do Ultra-Romantismo em Portugal.

Nascido no seio da média burguesia comerciante portuense, viveu largas temporadas da infância com o pai ausente, fugido às perseguições que lhe moveram durante as guerras civis pelas suas ideias liberais, o que terá marcado o temperamento algo soturno do jovem António Augusto. Tendo aprendido francês e inglês durante a juventude, ingressou na Universidade de Coimbra, em 1849, para cursar Direito.

Em Coimbra conviveu com outros estudantes do Porto, como Alexandre Braga, Silva Ferraz e Aires de Gouveia, com quem fundou, em 1851, a revista Novo Trovador. Em 1854, já formado, regressou ao Porto e, depois de uma passagem pelo Tribunal da Relação do Porto, decide dedicar-se exclusivamente à literatura, colaborando activamente nos jornais de poesia O Bardo (1852-1854) e A Grinalda (1855-1869) e preparando a edição em volume das suas Poesias(eBook) (1856).

Para a sua celebridade contribuiu não apenas a sua imagem de misantropo e a frequência dos salões portuenses, como também o bom acolhimento dos críticos, nomeadamente de Alexandre Herculano que, em carta, considerou Soares de Passos como "o primeiro poeta lírico português deste século" (referindo-se ao século XIX).

Sua qualidade pode ser creditada ao fato de ter escrito com autenticidade, pois os sentimentos derramados em seu texto são os que realmente viveu, já que foi pessoa extremamente sofrida, por vezes dominada por uma doença que, reza a lenda, deixou-o preso por anos em seu quarto. Isso explica a proeza de ter trabalhado muito bem com clichês que nas mãos dos outros poetas são extremamente ridículos. Melhor exemplo disso é "O Noivado no Sepulcro".

Seus poemas são fruto de uma angústia da sensação da proximidade da morte precoce mesclada ao desgosto pela situação em que se encontrava seu país. O incrível é que sabe alternar esses aspectos soturnos a momentos de extrema confiança na mudança das condições sociais. Essas oposições dramáticas talvez sejam a causa da visão trágica com que o poeta enxerga o mundo. Quando parte para a religião, enfoca a tragédia de Deus castigando todos; quando enfoca a História, mostra uma sucessão de episódios lastimosos; quando olha o cotidiano, enxerga somente a desgraça.

Sendo um poeta muito divulgado no seu tempo, morreu precocemente aos trinta e quatro anos, vítima da tuberculose, deixando um livro único – Poesias – onde confluem todas as tendências do imaginário poético seu contemporâneo.

Fonte:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Soares_de_Passos

Teatro de Ontem e de Hoje (A Pedra do Reino)


Depois das incursões de Antunes Filho pelo universo da tragédia grega nos primeiros anos de 2000, um antigo projeto de seu Grupo Macunaíma/Centro de Pesquisa Teatral - CPT, ganha forma: colocar no palco o universo ficcional de Ariano Suassuna, escritor e dramaturgo paraibano.

Baseada nos livros de Suassuna Romance d'A Pedra do Reino e o Príncipe do Sangue do Vai-e-Volta e História do Rei Degolado nas Caatingas do Sertão: ao Sol da Onça Caetana, a montagem se organiza com base em conquistas estéticas e formais de outros espetáculos da companhia, lembrando particularmente a histórica encenação de Macunaíma, na gestualidade e na movimentação dos artistas. 

O protagonista, Dom Pedro Dinis Quaderna, "cruzamento de rei e de palhaço", encarcerado numa prisão na Paraíba, na década de 1930, narra suas peripécias e aventuras que o levaram a ser perseguido e condenado pelo Estado Novo. O pai e o padrinho mortos; a seita sebastianista, o messianismo e os episódios do massacre do Reino Encantado de Pedra Bonita, em São José do Belmonte, Pernambuco; a guerra entre famílias pelo poder na Paraíba; o coronelismo e a sujeição do povo local - tudo se desenrola no discurso de Quaderna, que, segundo um corregedor, passa "a vida toda se fazendo de bufão". Sobre a interpretação desafiadora e complexa de Lee Thalor, comenta Mariangela Alves de Lima: "A tarefa difícil de alternar o delírio criador e profético ao desencanto espiritual cabe, na encenação, ao ator incumbido de representar o narrador. Lee Thalor é um intérprete excepcional pelo fôlego digno de um cantador experiente, pela inteligência com que modula as tonalidades e intenções do texto, sobretudo, pela capacidade de revestir a personagem de maturidade atemporal".1

No plano da encenação, a ausência de cenário reserva a atores, figurinos, adereços e à música a composição da memória de Quaderna, cuja representação e reconstrução no palco são os méritos da montagem. A porção predominantemente discursiva do espetáculo espelha-se na procissão de personagens das lembranças que o "rasgo epopéico" do protagonista demanda. O elenco, graças ao trabalho meticuloso dos anos anteriores com a voz e o coro da tragédia grega, expõe seu engenho na execução ao vivo da trilha musical. Elementos da cultura, da história e da política brasileira ganham relevo em uma atmosfera que emula a precariedade e a pobreza - para superá-las - ao enfatizar o aspecto artesanal dos objetos de cena. 

Ainda segundo a crítica Mariangela Alves de Lima, com o caráter memorialístico da montagem, "Antunes Filho optou por um formato em que a personagem-autor da história se sobrepõe aos episódios que testemunha. Em parte, essa escolha é determinada pela empatia absoluta com a perspectiva existencial que resume a finalidade do inquérito de Quaderna. Chamado a prestar contas, preparando-se para o encontro com a 'Morte que me imortalizará', o herói bufão deve resumir, à guisa de defesa, o credo estético em que se alicerça a obra artística".2

O espetáculo recebe os prêmios BRAVO! e da Associação Paulista de Críticos de Artes - APCA de melhor espetáculo de 2006.

Notas

1. LIMA, Mariangela Alves de. O herói Quaderna ajusta contas no palco. O Estado de S. Paulo, São Paulo, Caderno 2, 22 ago. 2006. 
2. Ibidem.

Fonte:

Walmir Cardoso (Lenda grega recontada: O Leão de Neméia)


Era uma vez um homem chamado Anfitrião, que vivia em Tebas, cidade da Grécia Antiga. Ele era casado com Alcmena, neta de Perseu. Tão linda era Alcmena, que Zeus, o poderoso deus dos deuses gregos, caiu de amores por ela. Alcmena, porém, era fiel ao marido. Mas, um belo dia, Anfitrião teve de viajar por alguns dias e não avisou à mulher quando ia voltar. Aproveitando-se disso, Zeus assumiu a forma física do esposo e passou a viver com Alcmena como se fossem casados. 

Algum tempo depois, ao tomar conhecimento de que Alcmena estava grávida, Zeus, imaginando que o bebê fosse seu filho, declarou que o próximo descendente de Perseu seria o soberano da Grécia. Porém, antes que Alcmena tivesse seu nenê, uma artimanha de Hera, a ciumenta esposa de Zeus, fez nascer antes outra criança que tinha o sangue de Perseu — Euristeu — que então tornou-se rei.

Logo em seguida Alcmena deu à luz não um, mas dois bebês: Hércules, filho de Zeus, e Íficles, filho de Anfitrião. Quando os bebês tinham oito meses de vida, a deusa Hera, morrendo de ciúmes de Alcmena e do filho que ela havia tido com seu amado, decidiu eliminar o pequeno Hércules mandando colocar em seu berço duas imensas serpentes. Felizmente, o bebê já tinha a força de um semi-deus e deu cabo dos dois bichos com as próprias mãozinhas! 

Anfitrião e Alcmena deram a Hércules e Íficles a melhor educação que se podia ter na época: eles aprenderam a dirigir carruagens, a usar o arco e flecha, a usar a lança e a tocar lira. Aos 18 anos, Hércules destacava-se entre todos os outros rapazes, por ser de longe o mais alto e o mais forte. Nunca errava uma flechada ou um golpe de lança e seu olhar resplandecia. Com o tempo, tornou-se um herói que todos chamavam quando precisavam de proteção ou de alguém que lhe garantisse o sucesso numa luta. Foi depois de uma dessas lutas vitoriosas que Hércules casou-se com Megara, uma das princesas do reino vencido, e com ela teve vários filhos. 

Do Monte Olimpo, a morada dos deuses gregos, Zeus observava a vida aventurosa do filho com ternura, o que deixava Hera cega de ódio. Por fim, ela decidiu destruir a reputação de Hércules para que Zeus o desprezasse. Hera fez com que o herói tivesse um ataque de loucura e matasse a mulher e os próprios filhos. Quando voltou a si e viu o que tinha feito, Hércules ficou desesperado e correu a consultar uma sacerdotisa para saber que castigo poderia purificá-lo de seu terrível crime.

A sacerdotisa disse-lhe que devia servir ao rei Euristeu por doze anos. A cada ano, Hércules deveria realizar um trabalho dificílimo. Quando os trabalhos estivessem completos, ele estaria livre de seu crime, tornaria-se imortal como o pai e poderia viver com este no Olimpo. O primeiro trabalho que Euristeu deu a Hércules foi trazer-lhe a pele do leão de Neméia, um monstro terrível, com fama de indestrutível, que vinha aterrorizando a região há um certo tempo. 

Hércules aceitou o encargo e partiu para Neméia, levando um arco, uma lança e uma clava que ele mesmo havia feito. Ao avistar a fera, o herói disparou uma flecha em sua direção. Mas a flecha nem sequer arranhou a pele do animal. Hércules decidiu então atacar o monstro com a clava, atraindo-o para uma caverna que tinha duas entradas. Tapou uma delas com pedras, entrou pela outra e, depois de uma luta feroz, conseguiu estrangular a fera, passando a usar sua pele como manto. A bravura do animal, porém, foi reconhecida por Zeus, que o transformou na constelação do Leão, que hoje brilha no céu do hemisfério Sul na entrada do outono.

Fonte:
Revista Nova Escola

Ademar Macedo (Mensagens Poéticas n.742)



Uma Trova de Ademar  

Igualmente aos nossos pais, 
nos cabelos brancos temos 
as impressões digitais 
dos anos que já vivemos. 
–Ademar Macedo/RN– 

Uma Trova Nacional  

Poesia, essa voz sagrada, 
vertida do coração, 
que da emoção foi clonada, 
para servir de oração. 
–Ayda Bochi Brum/RS– 

Uma Trova Potiguar  

Trago n'alma juventude,
vigor e tagarelice,
vivendo com plenitude
minha garrida velhice. 
–Pedro Grilo/RN– 

Uma Trova Premiada  

1995   -   Nova Friburgo/RJ 
Tema   -   POETA   -   1º Lugar 

Quando esta lua indiscreta, 
me traz lembranças sem fim 
eu choro o velho poeta 
que morreu dentro de mim. 
–Rita Mourão/SP– 

...E Suas Trovas Ficaram  

Sonha sim, pobre, com festa!
Que a fantasia, afinal,
é tudo que ainda te resta
neste mundo desigual!
–Waldir Neves/RJ– 

U m a P o e s i a  

Não pode nunca morrer 
nesse nordeste da gente, 
nem o coco de zambê 
nem cantador de repente; 
e da cultura popular 
não vou deixar se apagar 
o fogo da lamparina, 
do fogão, nem da fogueira; 
pra iluminar a bandeira 
da cultura nordestina! 
–Ademar Macedo/RN– 

Soneto do Dia  

DOAÇÃO INFELIZ. 
–José Tavares de Lima/MG– 

Não me censures se não te procuro, 
nem tentes entender meu desamor... 
Mataram cedo o sentimento puro 
que havia no meu peito sonhador! 

Este meu jeito indiferente e duro 
somente esconde um natural temor, 
porque sofri demais; e, te asseguro: 
morre a ternura em quem sofreu de amor... 

Doei-me inteiro para alguém, um dia; 
acreditei nas juras que fazia, 
e em paga só colhi desilusão... 

Hoje, ferido por tão rude espinho, 
acostumei-me tanto a ser sozinho 
que até me sinto bem na solidão!

Concurso Literário “A Arte de contar e poetizar o pão" (Resultado Final)


A Secretaria de Estado da Educação (SEED) e o Sindicato da Indústria de Panificação e Confeitaria do Estado do Paraná (SIPCEP) divulgaram o resultado do concurso literário “A Arte de contar e poetizar o pão":

Poema

1º - O pão...Que delícia!
Maria Eduarda Gallo, 6º ano - Colégio Estadual Dom Pedro I – Pitanga
Professora: Maria Cândida Vitor

2º - Pão Nosso
Gabriel Saturno Bezerra, 6º ano - Colégio Estadual Elvira Balani dos Santos – Maringá
Professora: Rosangela Aparecida Silva Scaramal

3 - Pão: alimento que dá vida
Igor Santos Zanquetta, 6º ano - Colégio Estadual do Campo Terra Boa – Campina Grande do Sul
Professora: Zuleica Cardoso Araújo.

Conto

1º - Ingrediente mágico do ser humano
Rita Cecíllia Budke Link, 9º ano - Colégio Estadual Ieda Baggio Mayer – Cascavel
Professora: Daniele Bertollo

2º – A receita perdida
Lucas Ribeiro Mendes, 9º ano – Colégio Estadual Unidade Polo – Campo Mourão
Professora: Geni Engelmann Viletti

3º – O fermento da Vida
Guilherme Hemetério, 9º ano – Colégio Estadual Borell Du Vernay – Ponta Grossa
Professora: Taciane Szymezak Inácio.

Os alunos que ficaram em primeiro lugar receberam tablet; os do segundo uma máquina fotográfica e os do terceiro um mp3. A premiação acontecerá em local e data a serem divulgados.

Fonte:
Http://concursos-literarios.blogspot.com 

Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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