sábado, 10 de maio de 2014

Folclore Brasileiro (Mitos Indígenas) Tucumã - o surgimento da noite

No início não existia a noite. Esta pertencia a uma enorme serpente, que a mantinha no fundo das águas.

Quando a filha desta se casou, exigiu que viesse a noite, sem a qual não poderia se deitar. O esposo então avisou três mensageiros para que a trouxessem.

A serpente, senhora da noite, recebeu-os com indiferença. Mesmo assim, entregou-lhes um coco, Tucumã, lacrado com cera de abelha, dizendo-lhe que ali estava o que vieram buscar. Não deveriam entretanto abri-lo, pois a noite poderia escapar.

A volta, os índios perceberam que do coco saiam ruídos de sapos e grilos. Um deles, o mais curioso, convenceu os companheiros a abrirem o fruto. E assim o fizeram.

Logo que derreteram a cera, a noite saiu através do coco, escurecendo o dia. A filha da serpente aborreceu-se, pois agora ela deveria descobrir como separar o dia da noite.

Desta forma, ao surgir a grande estrela da madrugada, criou o pássaro Cujubim, ordenando que este cantasse para que nascesse a manhã. Em seguida, criou o pássaro Inhambu, que deveria cantar à tarde, até que viesse a noite. Criou ainda os outros pássaros para alegrar o dia, diferenciando-o da noite.

Aos mensageiros desobedientes, lançou toda a sua ira, transformando-os em macacos de boca preta -devido à fumaça - e risca amarela - pela cera derretida. Assim, a filha da serpente pôde finalmente se deitar e todos os seres puderam dormir.

Fonte:
Jayhr Gael (Mitos indígenas). www.caminhodewicca.com.br

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