Singrando Horizontes

Vive muito mais feliz
quem bebe as águas das fontes,
e, também, minh´alma diz,
quem vai Singrando Horizontes !
(Ialmar Pio Schneider - Porto Alegre/RS)

Vai, Singrando Horizontes,
O infinito é a ambição
rumo aos mais distantes montes,
rumo à imaginação!
(Sinclair Pozza Casemiro - Campo Mourão/PR)

Você é a Gralha Poeta
que leva nossa poesia
ao mundo, em que o grande esteta
criou com tanta harmonia!
(Nei Garcez – Curitiba/PR)
Nas artes e na literatura, vão surgindo as classificações didáticas, as separações por faixas etárias, estilos, temáticas etc. Ha professores e alunos no Brasil, que aprendem só isso da produção artística. Decoram nomes, escolas e datas, mas não se embrenham nos livros, preferem o futebol ou o vídeo-game. A Literatura de boa qualidade nos empolga, lemos sem poder largar o livro, as páginas suscitam nossa emoção, respondem ou provocam perguntas.

Sem a Literatura acumulada nos séculos, o ser humano estaria muito mais próximo da animalidade que ainda o caracteriza nas páginas policiais. Em minhas oficinas ninguém gasta muito tempo com aquela americana lista de soft, hard etc. etc. Falamos em cenas que não saem da memória, em emoções que derramam lágrimas, falamos em idéias e como expressa-las com eficiência. Quem entra em um Museu não fica procurando renascentistas, impressionistas, dadaistas, cubistas ou abstracionistas. O espectador inteligente não procura escolas ou datas, procura obras primas. Nossa ambição deve ser a obra-prima.

(André Carneiro)


Fonte da Imagem da Pomba = http://www.senado.gov.br/portaldoservidor/jornal/jornal121/qualidade_vida_paz.aspx

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Estante de Livros (Canadá: Anne Shirley ou Anne de Green Gables)

É um romance da escritora canadense L. M. Montgomery, publicado em 1908. Foi escrito como ficção para leitores de todas as idades, mas nas últimas décadas tem sido considerado principalmente um livro infantil. Sua história narra o crescimento e as aventuras de Anne Shirley, uma menina órfã enviada para uma fazenda na Ilha do Príncipe Eduardo.

Desde sua publicação, Anne of Green Gables já vendeu mais de cinquenta milhões de cópias e foi traduzido para 20 línguas. Continuações numerosas foram escritas por Montgomery. A obra também foi adaptada para o cinema e a televisão, desenhos animados e séries televisivas. Peças e musicais foram criados, com turnês pelo Canadá, Estados Unidos, Europa e Japão.

Montgomery inspirou-se em anotações que tinha feito quando jovem, sobre um casal que recebeu uma garota órfã em vez do menino que tinham pedido mas que ainda assim haviam decidido ficar com ela, e em suas próprias experiências de infância na rural Ilha do Príncipe Eduardo. Montgomery usou uma foto de Evelyn Nesbit como modelo para o rosto de Anne Shirley.

Marilla e Matthew Cuthbert, irmãos solteiros que vivem na fictícia comunidade de Avonlea na Ilha do Príncipe Eduardo, decidem adotar um menino para ajudá-los com a fazenda de Green Gables. Por causa de um malentendido, a órfã Anne Shirley é mandada, após ter passado a infância em orfanatos e casas de estranhos. Anne é descrita como esperta, extrovertida, e muito imaginativa. Inicialmente, Marilla diz que a garota voltará ao orfanato, mas acaba resolvendo que ela deve ficar.

O livro conta as aventuras de Anne em um novo lar: o ambiente escolar em que ela rapidamente passa a ser dar bem nos estudos; a amizade com Diana Barry; suas ambições literárias; e sua rivalidade com o colega de classe Gilbert Blythe, que faz piada com o cabelo ruivo de Anne. Acontecimentos também incluem brincadeiras com as amigas (Diana, Jane Andrews e Ruby Gillis), seus confrontos com as desagradáveis irmãs Pye, e acidentes domésticos, como a vez em que tinge o cabelo de verde. 

Aos quinze anos, Anne vai para a Queen’s Academy a fim de conseguir uma licença de professora. Ela a obtém em um ano em vez dos costumeiros dois, e ganha uma bolsa de estudos por ser a melhor aluna de Inglês. A bolsa permitiria que ela se graduasse na faculdade de Redmond. Matthew sofre um ataque cardíaco fatal ao descobrir que todo o dinheiro dele e de Marilla foi perdido na falência de seu banco. Anne desiste da bolsa de estudos em favor de ajudar Marilla, cuja vista está piorando. Anne planeja dar aulas na escola de Carmody, a mais próxima com vagas disponíveis, e voltar para Green Gables nos fins de semana. Gilbert Blythe desiste de sua posição de professor na escola de Avonlea para que Anne possa ocupá-la, sabendo que ela quer permanecer perto de casa. O ato de gentileza cimenta a amizade Anne e Gilbert.

Foi publicado originalmente em Boston, nos Estados Unidos, em abril de 1908 pela editora L.C. Page. O livro foi um sucesso, vendendo dezenove mil cópias em cinco meses. Apesar da nacionalidade de Montgomery, a primeira edição canadense só apareceria 35 anos depois.

No Brasil, a primeira edição, chamada Anne Shirley, foi lançada em 1939 pela Companhia Editora Nacional como o 65º romance da Coleção Biblioteca das Moças, posteriormente a obra foi dividida em dois volumes e relançada no ano de 1956. Em 2009, foi lançado pela editora Martins Fontes com o nome Anne de Green Gables. E em 2015, pela editora Pedrazul, também levando o título Anne de Green Gables. Em Portugal, com o título Anne e a sua aldeia, o livro foi publicado em 1972, pela editora Civilização.

O sucesso inicial de Anne of Green Gables levou Montgomery a escrever continuações para a obra. Com exceção do primeiro, nenhum foi editado em língua portuguesa. Before Green Gables (2008), foi escrita por Budge Wilson, com autorização dos herdeiros de L. M. Montgomery.

A província da Ilha do Príncipe Eduardo possui instalações turísticas que põem em evidência ligações locais com os romances de Montgomery. O turismo movido pelos fãs de Anne é uma parte importante da economia da região, com comerciantes oferecendo itens relacionados aos livros.

A fazenda Green Gables realmente existe e está localizada em Cavendish, uma área rural do condado de Queens County, no centro da Ilha do Príncipe Eduardo. Muitas atrações turísticas na Ilha foram desenvolvidas com base em Anne, e, no passado, placas rurais já mostraram a sua imagem. Balsam Hollow, a floresta que inspirou Haunted Woods, e Campbell Pond, a massa de água que inspirou o Lago de Shining Waters, ambos descritos no livro, estão localizados nas proximidades. Além disso, o centro cultural canadense Confederation Centre of the Arts tem apresentado o musical Anne of Green Gables em seu palco principal a cada verão nos últimos 48 anos.

O romance também tornou-se extremamente popular no Japão, onde Anne Shirley é reverenciada como um "ícone”. Casais japoneses viajam para a Ilha do Príncipe Eduardo para terem cerimônias de casamento civil no terreno da fazenda Green Gables. Algumas meninas japonesas, inclusive, chegam com o cabelo trançado e tingido de vermelho, de forma a se parecerem com Anne.

O parque temático de Avonlea, próximo de Cavendish, e a loja Cavendish Figurines possuem enfeites para que turistas possam se vestir como personagens do livro a fim de posarem para fotos. Lojas de suvenir por toda a Ilha oferecem numerosos alimentos e produtos baseados em detalhes dos romances. São comuns chapéus de palha femininos costurados com tranças vermelhas, assim como garrafas de refrigerante de framboesa.

Em 15 de maio de 1975, o Canada Post lançou o selo “Lucy Maud Montgomery, Anne of Green Gables”.

Filmes
• 1919: Anne of Green Gables – filme mudo adaptado para as telas por Frances Marion, dirigido por William Desmond Taylor e estrelando Mary Miles Minter no papel principal. Considerado um filme perdido.

• 1934: Anne of Green Gables – dirigido por George Nichols Jr., o filme em preto e branco estrelava Dawn O'Day como Anne Shirley. Após a filmagem, O'Day decidiu mudar seu nome artístico para Anne Shirley.

• 1940: Anne of Windy Poplars – dirigido por Jack Hively, mais um filme em preto e branco com Dawn O'Day (agora “Anne Shirley”).

Filmes para televisão

• 1956: Anne of Green Gables – versão dirigida por Norman Campbell, estrelando Toby Tarnow como Anne. Tarnow foi a primeira Anne musical.

• 1957: Anne de Green Gables – versão francocanadense, dirigida por Jacques Gauthier, com Mirelle Lachance no papel de Anne.

• 1958: Anne of Green Gables – recriação do filme de 1956, dirigida por Don Harron e estrelando Kathy Willard.

• 1972: Anne of Green Gables – minissérie britânica em cinco partes, dirigida por Joan Craft, e Kim Braden no papel de Anne.

• 1975: Anne of Avonlea – continuação da versão de 1972, mantendo Craft e Braden em suas posições.

• 1985: Anne of Green Gables – minissérie canadense de duas partes, dirigida por Kevin Sullivan, estrelando Megan Follows.

• 1987: Anne of Green Gables: The Sequel – continuação da versão de 1985, mantendo Sullivan e Follows em suas posições.

• 2000: Anne of Green Gables: The Continuing Story – continuação da versão de 1987, mantendo Sullivan e Follow em suas posições. Apenas vagamente baseado nos livros.

• 2005: Anne: Journey to Green Gables – versão animada produzida pela Sullivan Entertainment, prequela de Anne of Green Gables: The Animated Series.

• 2008: Anne of Green Gables: A New Beginning – versão dirigida por Kevin Sullivan, e não diretamente baseada nos livros.

• 2010: Akage no An: Road to Green Gables – compilação animada dos primeiros seis episódios de Akage no An (1979).

Séries de televisão

• 1952: Anne of Green Gables – série da BBC estrelando Carole Lorimer como Anne.

• 1979: Akage no An – série animada, parte do World Masterpiece Theater da Nippon Animation, dirigida por Isao Takahata.

• 1990–1996: Road to Avonlea – série produzida por Kevin Sullivan, baseada em personagens e acontecimentos de vários livros de L. M. Montgomery.

• 2000: Anne of Green Gables: The Animated Series – série animada da PBS para crianças de oito a doze anos, criada pela Sullivan Entertainment.

• 2009: Kon'nichiwa Anne: Before Green Gables – parte do World Masterpiece Theater, baseado na prequela Before Green Gables de Budge Wilson.

Fonte: 

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Autor Anônimo (Oração do Cão Abandonado)

DEUS
Sei que sou um ser criado por ti, para ser amado
pelos homens mas nasci sem a sorte de alguns de minha espécie.

Hoje meu dono levou-me a um passeio de carro.
Chegamos em uma praça, ele tirou minha coleira,
me fez descer do carro, e virando-me as costas,
foi embora e nem se despediu.

Tentei segui-lo mas o carro corria muito e não pude alcançá-lo.
Caí exausto no asfalto. Ainda não entendi. Por que ele me abandonou?

Eu sempre o recebi abanando o rabo, fazia festa e lambia seus pés.
Sempre lati forte, para defendê-lo e afastar os estranhos da porta.

Eu brincava com as crianças... ah! elas me adoravam.
Que saudades. Será que elas ainda se lembram de mim?

Deus, eu fico imaginando como seria bom se eu pudesse
comer agora. Puxa, estou faminto.

Não tenho água para beber, e estou tão cansado.

Procuro um cantinho onde possa me abrigar da chuva,
mas muitas vezes sou chutado.
As pessoas não gostam muito de mim aqui nas ruas.

Estou fraco, não consigo andar muito,
mas encontrei enfim um lugar para passar essa noite.

Está muito frio e o chão está molhado.
Já não tenho pêlo para me aquecer, estou doente,
e creio que ainda hoje vou me encontrar contigo.
Aí no céu meu sofrimento vai terminar.

Peço-vos então, pelos outros, por todos os cãezinhos e animais
abandonados nas ruas, nos parques, nas praças.

Mande-lhes pessoas que deles tenham compaixão,
pois sozinhos, viverão poucos meses, serão atropelados,
sofrerão maltratos dos impiedosos. Proteja-os.

Amenize-lhes esse frio, com o calor das pessoas abençoadas.

Diminua-lhes a fome, tal qual a que sinto, com o alimento do amor que me foi negado.

Sacie-lhes a sede com a água pura dos Seus ensinamentos.

Elimine a dor das doenças, dos maltratados, estirpando a
ignorância do homem.

Tire o sofrimento dos que estão sendo sacrificados em atos
apregoados como religiosos, científicos, tirando das mãos
humanas a sede pelo sangue.

Abrande a tristeza dos que, como eu, foram abandonados,
pois, dentre todos os sofrimentos, esse foi o maior e mais
duro de suportar.

Receba, DEUS, nesta noite gelada, a minha alma, e
minha oração pelos que aqui ficam. É por eles que vos peço,
pois não são humanos, mas são Seus filhos, e são leais e inocentes, e foram criados por Suas mãos e merecem o Seu abrigo.

Amém.

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